
O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209 pontos, pressionado pela cautela dos investidores diante do cenário externo e das incertezas políticas no Brasil. No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a superar os R$ 5 e fechou vendido a R$ 5,0282, com alta de 0,54%.
Durante o pregão, o principal índice da bolsa brasileira chegou à máxima de 177.649 pontos, mas perdeu força ao longo do dia e atingiu mínima de 174.893 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 20,96 bilhões. Apesar da queda nesta semana, o Ibovespa ainda acumula alta de 9,36% em 2026.
Fatores que Pressionam o Mercado
A pressão sobre os mercados aumentou após declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, indicando preocupação persistente com a inflação americana. O diretor da instituição, Christopher Waller, afirmou que novas altas de juros não estão descartadas caso os preços continuem pressionados.
Além do cenário internacional, investidores acompanharam o ambiente político brasileiro. Analistas avaliam que o desgaste recente da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro aumentou a percepção de risco no mercado, especialmente diante das discussões sobre política fiscal e dívida pública.
Blue chips pressionam a Bolsa
As ações de grandes empresas ajudaram a puxar o índice para baixo. Os papéis preferenciais do Itaú Unibanco recuaram 1,72%, enquanto Bradesco caiu 1,56% e Ambev perdeu 1,83%.
A Petrobras também fechou em baixa. As ações preferenciais caíram 1,05%, enquanto os papéis ordinários tiveram recuo de 0,3%. Já a Vale avançou 0,57%, amenizando perdas maiores do índice.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desempenho das Bolsas Internacionais
Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram desempenho positivo. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,58%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,19%, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia.
No mercado de câmbio, o dólar futuro para junho avançou 0,68%, negociado a R$ 5,05. O euro comercial também fechou em alta de 0,41%, vendido a R$ 5,836.
Mesmo com a alta desta sexta-feira, o dólar ainda acumula desvalorização de 8,39% frente ao real em 2026. Especialistas apontam que juros elevados no Brasil e a melhora da balança comercial seguem sustentando a moeda brasileira.
Já o ouro caiu 0,42% no mercado internacional, cotado a US$ 4.523,2 por onça-troy. O petróleo também recuou, em meio às expectativas sobre a economia global e as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.