As mais de 40 lhamas apreendidas durante uma fiscalização na BR-364, no Acre, seguem sob cuidados da ONG Associação Patinha Carente enquanto órgãos ambientais e a Justiça definem o destino dos animais.
A apreensão aconteceu após o transporte irregular dos animais ser identificado em um caminhão boiadeiro que saiu de Brasiléia com destino a Rondônia. Durante o trajeto, três lhamas morreram e os demais animais foram encontrados debilitados.
O caso já é alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades ambientais, sanitárias e de maus-tratos.
Animais passaram por avaliação veterinária
Em entrevista ao porta A GAZETA nesta sexta-feira, 22, a presidente da ONG, Vanessa Facundes, afirmou que os animais estão recebendo alimentação, hidratação e acompanhamento veterinário.
Segundo ela, as lhamas passaram por avaliações médicas para garantir tanto o bem-estar dos animais quanto a segurança dos profissionais envolvidos no manejo.
“Seguimos providenciando água, alimentação e todos os cuidados possíveis até que saia a decisão judicial”, afirmou.
ONG tenta evitar abate
Vanessa informou ainda que aguarda apoio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).
De acordo com a ativista, o órgão considera que os animais podem representar risco sanitário ao estado e, inicialmente, teria decidido pelo abate das lhamas.
A presidente da ONG defende que sejam adotados protocolos sanitários adequados e que, diante das condições de saúde dos animais, seja definida uma destinação segura em local apropriado.
O MPAC acompanha o caso e investiga a origem, o transporte e as condições em que os animais entraram no estado.