Ypê apresenta 239 medidas após suspensão da Anvisa


Brasil – A fabricante de produtos de limpeza Ypê informou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que adotou 239 medidas corretivas após a suspensão da fabricação e o recolhimento de parte de seus produtos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12), após reunião entre representantes da empresa e diretores da agência reguladora.

(Foto: Reprodução)

Segundo a Anvisa, as ações apresentadas pela empresa têm o objetivo de atender às exigências sanitárias apontadas durante inspeções realizadas na unidade da companhia em Amparo, no interior de São Paulo, ao longo de 2024 e 2025.

A reunião ocorreu na sede da agência, em Brasília, e contou com a presença do presidente da Anvisa, Leandro Safatle, do diretor responsável pela área de fiscalização, Daniel Meirelles, além do presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e do vice-presidente de operações da empresa, Jorge Eduardo Beira.

No último dia 7 de maio, a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão da fabricação de detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes produzidos pela empresa em Amparo que pertencem a lotes com numeração final 1.

A decisão foi tomada após inspeções identificarem falhas em processos considerados críticos na fabricação dos produtos. Entre os problemas apontados estão desgaste em equipamentos, acúmulo de resíduos e possíveis riscos de contaminação microbiológica.

A suspeita é de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, conhecida pela resistência a antibióticos e pela capacidade de sobreviver em ambientes úmidos.

A Anvisa informou que o recurso apresentado pela empresa será analisado nesta quarta-feira (13) pela Diretoria Colegiada do órgão. Caso o pedido seja aceito, a suspensão poderá ser revista.

A crise envolvendo a marca também repercutiu nas redes sociais e no setor varejista. Supermercados passaram a retirar produtos das prateleiras, e consumidores relataram dificuldade para encontrar itens da marca em algumas regiões do país.

Em nota, a Ypê afirmou possuir “fundamentação científica robusta”, baseada em testes e laudos técnicos independentes, garantindo a segurança dos produtos comercializados.





VER NA FONTE