Os casos de perseguição contra mulheres no contexto de violência doméstica e familiar aumentaram no Acre em 2025, segundo dados divulgados pela Polícia Civil do Acre (PCAC) no relatório anual de violência doméstica.
O levantamento aponta crescimento de 4,52% nos registros do crime de stalking em comparação com 2024.
De acordo com o documento elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil, o estado registrou 162 boletins de ocorrência de perseguição em 2025, contra 155 casos contabilizados no ano anterior.
Rio Branco concentra maior número de casos
A capital acreana lidera os registros de stalking no estado.
Segundo o relatório, Rio Branco contabilizou 84 ocorrências em 2025.
Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul, com 23 casos; Sena Madureira e Senador Guiomard, com nove ocorrências cada; além de Xapuri e Tarauacá, ambos com oito registros.
O levantamento também aponta aumento mais expressivo das ocorrências durante o segundo semestre do ano.
Outubro foi o mês com maior número de casos registrados, totalizando 22 boletins de ocorrência.
Em seguida aparecem novembro, com 20 registros, e setembro, com 15 casos — mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024.
Domingos e quartas concentram mais ocorrências
Os dados mostram ainda que os maiores índices de perseguição foram registrados aos domingos e quartas-feiras, ambos com 28 casos.
Na sequência aparecem as segundas-feiras, com 27 registros, e as sextas-feiras, com 20 ocorrências.
O período da manhã concentrou o maior número de registros, com 55 casos.
Já durante a noite foram contabilizadas 47 ocorrências, enquanto a tarde registrou 45 casos. Na madrugada, houve 15 registros.
Mulheres jovens são maioria das vítimas
Segundo o relatório da Polícia Civil, mulheres entre 18 e 39 anos representam a maior parte das vítimas de stalking no Acre.
A faixa etária entre 18 e 29 anos concentra o maior número de casos, seguida pelo grupo de 30 a 39 anos.
O crime de perseguição, conhecido como stalking, passou a integrar o Código Penal Brasileiro em 2021.
A prática envolve perseguições repetitivas, ameaças, vigilância constante, invasão de privacidade e monitoramento físico ou virtual da vítima, causando medo, constrangimento e abalo emocional.