Após atentado ao ISJ, secretário de Assistência diz que solidariedade ajuda comunidade escolar a “se reconstruir”


O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, João Paulo Silva, afirmou nesta quinta-feira (7) que a união da comunidade será essencial para a reconstrução emocional após o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, que matou duas funcionárias da escola.

A declaração foi dada antes do início da caminhada em solidariedade às vítimas do atentado, realizada em frente ao Palácio Rio Branco, no centro da capital acreana, onde centenas de pessoas começaram a se reunir ainda no começo da noite.

No local, estavam presentes funcionários do Instituto São José, estudantes, familiares de alunos e moradores da cidade que participariam do ato em homenagem às vítimas Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos.

Para João Paulo, a mobilização popular representa um gesto importante de acolhimento à comunidade escolar atingida pela tragédia.

“A comunidade tem que tomar conta da escola. A escola é da comunidade, a escola é um reflexo da sociedade. Não dá para dividir”, afirmou.

Segundo o secretário, a presença de centenas de pessoas no ato demonstra solidariedade não apenas às famílias das vítimas, mas também aos profissionais e à gestão da unidade de ensino.

“Ver a comunidade aqui da cidade, de Rio Branco, prestando solidariedade à escola, aos seus funcionários, à sua gestão, fazer essa caminhada bonita… Eu acho que é nesses momentos de união que a gente vai se reconstruindo”, declarou.

João Paulo também falou sobre o impacto emocional provocado pelo atentado dentro de um ambiente que deveria simbolizar segurança.

“Dói realmente. É doído você perder pessoas que você ama num lugar que era para ser seguro”, disse.

O secretário destacou ainda que manifestações organizadas pela própria população têm papel importante no processo de retomada emocional após a tragédia.

“É nesses momentos de união, em que a comunidade toma conta, que o poder público não interfere. É uma manifestação da própria comunidade. É nesses momentos que a gente vai construindo um caminho de recomeço”, afirmou.

A caminhada foi organizada como um ato de solidariedade às vítimas do ataque ocorrido na última terça-feira (5), quando um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José e efetuou disparos dentro da escola.

Segundo informações divulgadas pelas famílias da vítimas e testemunhas do atentado, Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa tentaram conter o atirador e proteger estudantes e funcionários da instituição, mas acabaram baleadas.

Além das duas mortes, outras duas pessoas ficaram feridas, incluindo uma estudante. A Polícia Civil investiga se o adolescente agiu sozinho e apura possíveis influências externas no planejamento do atentado.



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