
A Venezuela entrou neste sábado (27) no terceiro dia consecutivo de buscas por vítimas após os terremotos de grande magnitude que devastaram a região norte do país na última quarta-feira (24). Enquanto equipes de resgate seguem trabalhando entre escombros de edifícios destruídos, o governo ainda aguarda a chegada de reforços internacionais para ampliar as operações em áreas de difícil acesso.
De acordo com autoridades locais, o balanço oficial mais recente aponta 920 mortos, 3.360 feridos e cerca de 4 mil pessoas desalojadas. Além disso, ao menos 383 edifícios foram destruídos ou sofreram danos severos, e 172 pessoas seguem soterradas. No entanto, a dimensão real da tragédia pode ser ainda maior. O Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas, o que evidencia o desafio enfrentado pelas equipes de resgate e assistência humanitária.
Enquanto as operações de busca continuam, a região voltou a ser atingida por um novo tremor na tarde de sexta-feira (26), aumentando a tensão entre a população e dificultando o trabalho das equipes no terreno. Segundo o Serviço Geológico da Colômbia (SGC), o abalo sísmico ocorreu às 18h16 no horário local (17h16 na Colômbia), teve magnitude de 4,9 e foi registrado em baixa profundidade, inferior a 30 quilômetros — fator que contribui para maior percepção do tremor na superfície.
O novo sismo ocorreu apenas dois dias após os fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país e provocaram o colapso de estruturas, danos extensos à infraestrutura e um elevado número de vítimas. Moradores relataram que o tremor foi sentido em diversas localidades, incluindo Puerto Cabello, Maracay, Valencia e San Antonio de los Altos, além de áreas dos estados de Aragua e Carabobo. Segundo relatos, o abalo foi rápido, mas claramente perceptível.
Com a continuidade dos tremores secundários e a dificuldade de acesso a regiões afetadas, as autoridades alertam que as próximas horas serão críticas para o avanço das buscas por sobreviventes. Enquanto isso, a chegada de ajuda internacional é considerada essencial para acelerar o resgate e ampliar o atendimento às vítimas em uma das maiores tragédias recentes do país.