Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
O Grupo Tático Aéreo (GTA) prendeu, na madrugada deste sábado (27), Emile Oliveira Costa, de 25 anos, foragida da Justiça e conhecida pelo apelido de “Cacheada”. Contra ela havia um mandado de prisão preventiva pelo envolvimento no homicídio de Carlos Cleumo Maciel Rolla Júnior, conhecido como “Tremidinha”, crime ocorrido no ano passado, no Conjunto Habitacional Macapaba, na zona norte de Macapá.
A ação policial contou com apoio da Coordenadoria de Inteligência e Operações (CIOP).
De acordo com as investigações, Cacheada integrava o grupo criminoso responsável pela execução da vítima em via pública. A Polícia Civil aponta que ela teria sido a autora de uma das facadas desferidas na cabeça de Carlos Cleumo durante o ataque. Além do mandado por homicídio, a suspeita, que está grávida, possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas.

Foragida por homicídio, “Cacheada”, de 25 anos, foi localizada pelo GTA durante operação conjunta com a CIOP na madrugada deste sábado (27). Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com
Relembre o caso
Carlos Cleumo Maciel Rolla Júnior, de 29 anos, foi assassinado na noite de 30 de outubro de 2025, no Macapaba I. A perícia constatou que, além de levar pelo menos três facadas na cabeça, Cleumo foi atingido por dois disparos de arma de fogo, em um crime com características de execução. Ele cumpria pena no regime semiaberto, mas estava foragido do Iapen havia cerca de dois meses após não retornar à unidade prisional.
Segundo a polícia, a vítima possuía antecedentes por tráfico de drogas e associação para o tráfico e ainda tinha aproximadamente 13 anos de pena a cumprir.
As investigações indicam que o homicídio pode ter sido motivado por uma disputa entre facções criminosas. A suspeita é de que Carlos Cleumo tenha sido atraído para uma emboscada enquanto visitava o pai, já que residia no município de Santana. Após a execução, os criminosos filmaram a vítima agonizando e abandonaram uma faca ao lado do corpo antes de fugir.
O caso continua sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar e prender os demais envolvidos no assassinato.