Os celulares são os principais alvos da criminalidade patrimonial em Rio Branco. Dados da primeira Pesquisa de Vitimização da capital apontam que 32,7% dos roubos de objetos de valor registrados nos últimos 12 meses tiveram aparelhos celulares como alvo, o equivalente a quase um em cada três casos.
O levantamento mostra que 4,1% dos moradores da capital com mais de 16 anos foram vítimas desse tipo de crime no período analisado. A estimativa é que cerca de 11.232 pessoas tenham sofrido roubos de objetos de valor ao longo do último ano.
Depois dos celulares, os itens mais visados pelos criminosos foram roupas, tênis e acessórios pessoais, que representam 12,7% dos registros. Em seguida aparecem as bicicletas, com 10,9%, e o dinheiro em espécie, citado em 9,1% dos casos.
A pesquisa também revela onde esses crimes acontecem com mais frequência. Entre as vítimas, 45,7% afirmaram que o roubo ocorreu em vias públicas, enquanto 40% relataram que o crime aconteceu dentro da própria residência.
Segundo a análise do estudo, a predominância dos celulares e demais equipamentos eletrônicos está relacionada à facilidade de transporte e revenda desses produtos. A categoria de eletroeletrônicos, que inclui celulares, notebooks e tablets, concentra 40% de todos os objetos roubados na capital.
Subnotificação preocupa
Outro dado destacado pela pesquisa é o alto índice de subnotificação. Quase metade das vítimas de roubo de objetos de valor, 48,5%, não registrou boletim de ocorrência.
Com base nos números do levantamento, a estimativa é de que aproximadamente 5.448 moradores tenham sido vítimas desse tipo de crime nos últimos 12 meses sem comunicar o caso às autoridades policiais.
A pesquisa também aponta que os celulares lideram tanto os casos de roubo quanto os de furto. Nos furtos, os aparelhos representam 25,3% dos objetos levados. Já nos roubos, o percentual sobe para 32,7%, consolidando o celular como o bem mais visado pelos criminosos em Rio Branco.