Bruxas de Salém…



Foi no dia 10 de junho de 1692 que Bridget Bishop foi enforcada, após ter sido julgada e condenada por bruxaria nos julgamentos em Salém. Ela era uma mulher independente e determinada, e foi acusada da prática de feitiçaria.
 

A caça às bruxas não nasceu em Salém. Durante séculos, milhares de mulheres foram torturadas e assassinadas na Europa

A história das chamadas “Bruxas de Salém” permanece viva não apenas como um episódio sombrio do fanatismo religioso do século XVII, mas também como um retrato cruel da perseguição sistemática às mulheres.
 
Sob uma análise feminista, esses julgamentos deixam de ser apenas um caso isolado, para revelarem um mecanismo histórico de controle social, moral e político do corpo e da voz feminina.
 
Na pequena comunidade puritana da colônia de Massachusetts, dezenas de mulheres foram acusadas de feitiçaria depois que jovens apresentaram comportamentos considerados estranhos. O medo, a religião e o autoritarismo se transformaram em instrumentos de violência institucionalizada. Mais de duzentas pessoas foram acusadas, e vinte foram executadas. A maioria esmagadora das vítimas eram mulheres.
 
Não por coincidência, a figura da bruxa sempre esteve associada à mulher que desafia padrões sociais. Historicamente, mulheres independentes, viúvas, curandeiras, pobres, idosas ou simplesmente consideradas “diferentes” tornaram-se alvos preferenciais de perseguição. Em Salém, bastava fugir minimamente do comportamento esperado para despertar suspeitas. As mulheres deveriam ser…



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