Quando o assunto é Copa do Mundo e seleção brasileira, o empresário goiano Olímpio Jayme Neto mostra que, definitivamente, não há fronteiras. Vilanovense e apaixonado pela Canarinho desde o penta em 2002, ele vai assistir ao quarto Mundial seguido presencialmente. Só que desta vez, é pé na estrada, ou melhor, é motorhome pelas estradas da América do Norte, começando pelos Estados Unidos.
“Eu vou seguindo a seleção brasileira. Com um grupo de amigos, a gente alugou um motorhome. Acho que nós vamos cruzar 13 estados de motorhome. Vai ser uma viagem bem bacana”, conta Olímpio.
Ele embarca com mais sete amigos nesta terça-feira (9) rumo a Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde a aventura começa. Vai ser lá a estreia do Brasil contra Marrocos, no sábado (13), às 19h (horário de Brasília). Depois, na outra sexta-feira (19), a seleção encara o Haiti na Filadélfia. Por fim, o time de Carlo Ancelotti encerra a participação na fase de grupos contra a Escócia, em Miami, no dia 24 de junho.

“Do primeiro jogo para o segundo é bem perto, cerca de 200 km, de Nova York para Filadélfia. Da Filadélfia para Miami a gente roda 2 mil km no motorhome. Vai dormindo na estrada, enfim, uma aventura. E depois a gente sai de Miami e vai para o Texas, para a pré-oitavas, ou 16 avos de final. Caso o Brasil se classifique em segundo, aí a gente tem que mudar a logística, porque aí não jogará mais no Texas e sim em Monterrey, no México”, afirma.
Toda a aventura será registrada nas redes sociais, pelo perfil @diarionacopa no Instagram. Olímpio conta que espera receber a esposa e os filhos a partir do dia 2 de julho, para fechar a viagem com chave de ouro. Será o período que a seleção brasileira deverá disputar a fase de mata-mata da Copa do Mundo.

Planejamento e expectativas
O empresário conta que a aventura nos Estados Unidos começou a ser planejada logo depois da Copa do Catar, em 2022. O mundial no Oriente Médio foi o terceiro que o goiano acompanhou presencialmente.
“No Catar foi muito legal, porque foi tudo muito perto e muito junto. Todo mundo no mesmo local, parecia jogos internos de escola, só que com muitas restrições, que às vezes dificulta um pouco aquele clima, aquele ambiente de Copa do Mundo”, relembra.

Por essa razão, Olímpio conta que a Copa mais marcante até agora foi a da Rússia, em 2018, para onde viajou sozinho. Ele esperava encontrar um povo menos amistoso, mais frio e fechado para estrangeiros, e presenciou exatamente o contrário.
“Os russos adoram brasileiros. A gente às vezes estava andando na rua com um grupo de torcedores, parava um carro e oferecia carona, levava a gente para onde a gente queria ir. A gente recebia presentes na rua o dia inteiro só por estar andando com a camisa do Brasil. Além disso, era um país barato, com muita facilidade para estas festas de Copa do Mundo. O pessoal se junta em um bar, começa a confraternizar, então de uma maneira geral, na Rússia foi nota dez”, relata.

A Copa da Rússia, inclusive, foi que a Olímpio mais acreditou que poderia conquistar o hexacampeonato mundial. “Era uma seleção muito completa. A gente tinha praticamente os melhores do mundo em cada posição. Tinha o Marcelo que era o melhor lateral esquerdo do mundo; o Alisson era um goleiro muito seguro que batia de frente com Neuer; tinha Neymar em uma das melhores fases dele. Enfim, em todos os setores do campo a gente tinha jogadores que, seguramente, eram top 3 do mundo. Era uma seleção muito robusta e bem completa”, argumenta.
Para este ano, Olímpio acredita que o time pode surpreender no decorrer na competição. O empresário conta que quer terminar a viagem assistindo à seleção na final da Copa. “O principal astro da seleção é a nossa maior dúvida, que é o Neymar. Acredito muito no Endrick, é um menino que é iluminado, que tem estrela, acho que ele vai surpreender muita gente positivamente”, afirma.
Inspiração
A busca pelo hexa junto com a seleção e a paixão pelo futebol foi inspirada pelo tio e padrinho, Thales Jayme. “Ele que gosta muito, me ensinou a torcer para o Vila, inclusive. Ele que me levou ao estádio pela primeira vez”, conta. “A experiência de ir sozinho à Copa, por si só, foi muito legal porque fiz muitas amizades que eu mantenho até hoje, algumas com as quais eu converso todos os dias em grupos e a gente só se encontra em jogos do Brasil pelo mundo. Seja em Copa do Mundo, Eliminatórias, Copa América. São amizades que eu gosto de chamar de amizades de Copa”, conclui.