Jairinho é condenado a mais de 43 anos e mãe de Henry Borel tem perdão judicial no julgamento



O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou nesta quarta-feira (4) o ex-vereador Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

No mesmo julgamento, a mãe da criança, Monique Medeiros, teve um desfecho distinto: embora tenha sido condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho, com pena de 1 ano e 4 meses de detenção já considerada cumprida, ela foi beneficiada com perdão judicial no que diz respeito à acusação de homicídio.

O Conselho de Sentença desclassificou a imputação de homicídio doloso contra Monique para homicídio culposo, e a juíza responsável pelo caso aplicou o perdão judicial, encerrando a possibilidade de punição nesse ponto da denúncia.

Ao longo do julgamento, o Ministério Público apresentou vídeos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais para sustentar a acusação. Foram ouvidos delegados, peritos, médicos legistas, familiares, babás e os próprios réus.

Durante o interrogatório, Monique afirmou pela primeira vez acreditar que Jairinho teria sido o responsável pelas agressões contra Henry. Em diversos momentos das sessões, ela se emocionou ao acompanhar os depoimentos e sustentações.

A defesa de Monique sustentou que ela teria sido vítima de um relacionamento abusivo e violência psicológica, enquanto a acusação defendeu sua responsabilização por omissão diante das agressões.

Já Jairinho negou as acusações ao longo de todo o processo. Ao final, o júri reconheceu sua responsabilidade direta na morte de Henry Borel, resultando na condenação mais severa do caso.



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