
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou os números de vendas de veículos no Brasil, destacando que 492 mil veículos de todos os tipos foram emplacados no país em maio. O número de caminhões é uma parcela bem menor, de 8.200 unidades no mês passado.
Esse número mensal ficou abaixo do registrado nas comparações com todos os outros cenários apresentados pela entidade.
De acordo com a Fenabrave, as 8.200 unidades emplacadas em maio ficam 5,32% abaixo das 8.661 registradas em abril, e 6,96% abaixo das 8.813 de maio de 2025.
No acumulado do ano, as vendas também seguem em baixa. No total, os cinco primeiros meses do ano registram 38.611 caminhões emplacados, ante 44.710 do mesmo período de 2025, uma queda de 13,64%.
Para a Fenabrave, essa queda se deu pelo intervalo entre o programa de renovação de frota do Governo Federal.
Com o fim da primeira etapa do MOVE BRASIL em março, e com o anúncio da segunda etapa do Programa, que passou a ser operacionalizado em 29 de maio, os transportadores ficaram em compasso de espera, já que a movimentação de veículos pesados está, diretamente, ligada ao custo do crédito e à atividade produtiva.
“Caminhões dependem de decisões empresariais de longo prazo. Mesmo com necessidade de renovação de frota, o comprador avalia financiamento, previsibilidade de receita e custo operacional antes de investir e, por isso, a 2ª fase do MOVE BRASIL estava sendo bastante aguardado. Com o início de sua operação, no fim de maio, esperamos uma recuperação gradual deste setor, nos próximos meses”, analisa Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
Com o fim da 1ª. fase do Programa Move Brasil, que ofereceu R$ 10 bilhões em incentivos para a renovação da frota de transportes, entre dezembro de 2025 a abril de 2026 (quando os recursos se esgotaram), o mercado passou a aguardar a implementação da 2ª. fase do Programa, que agora estimula a renovação da frota não só de caminhões, mas inclui ônibus, microônibus e implementos agrícolas, com transporte de mais R$ 21,2 bilhões pelo Governo Federal.
“Com taxas reduzidas, carências e prazos estendidos para financiamentos, a nova etapa do Move Brasil deverá avançar na retomada de segmentos que vêm apresentando retração”, comenta Arcelio Junior.