Homem sobrevive a ataque de onça-pintada no Amazonas

Vítima estava sozinha em floresta de Autazes quando foi surpreendida pelo felino; caso é investigado como legítima defesa/ Foto: AM Post

Um morador da zona rural de Autazes, município situado a 113 quilômetros de Manaus, no interior do Amazonas, sobreviveu após ser atacado por uma onça-pintada em uma área de floresta densa. O homem, que estava sozinho no momento do incidente, conseguiu repelir a investida do felino ao reagir com uma arma de fogo. O animal foi abatido no local.

A ocorrência veio a público por meio do portal de notícias AM Post. De acordo com as informações preliminares sobre o caso, o trabalhador caminhava em meio à vegetação quando foi surpreendido pelo maior felino das Américas. Sem tempo para fugir, ele entrou em luta corporal contra o predador para tentar salvar a própria vida.

Durante o confronto na mata, a onça-pintada cravou os dentes em uma das pernas do homem e desferiu diversos arranhões pelo seu corpo. Mesmo sob forte dor e sofrendo hemorragias decorrentes dos ferimentos, a vítima conseguiu alcançar a arma de fogo que transportava consigo e efetuou um disparo contra o animal, cessando o ataque imediatamente.

Após o término do embate, o homem conseguiu deixar a área de selva para buscar socorro médico. Ele deu entrada em uma unidade de saúde local apresentando lesões profundas causadas pelas garras e pela mandíbula do felino. Até o momento, os órgãos de saúde da região não emitiram boletins atualizados detalhando o estado clínico ou se o paciente precisou ser transferido para a capital do estado.

O caso ganhou forte repercussão nas plataformas digitais e redes sociais da região após a circulação de fotografias e vídeos que exibem as marcas do ataque no corpo da vítima e o felino morto na floresta.

Embora a caça, a perseguição e o abate de espécimes da fauna silvestre sem autorização de órgãos competentes configurem crime ambiental inafiançável no Brasil, a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) estabelece salvaguardas jurídicas específicas para situações de risco extremo.

O ordenamento jurídico brasileiro prevê a exclusão de ilicitude quando o abate do animal ocorre em estado de necessidade ou legítima defesa, visando exclusivamente a proteção e a integridade física do ser humano diante de uma ameaça iminente de morte. Caberá agora às autoridades de polícia judiciária e aos órgãos de fiscalização ambiental colher o depoimento do sobrevivente e analisar os laudos periciais para atestar se as circunstâncias fáticas se enquadram na exceção legal.

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