Acre tem só 22% dos idosos vacinados contra gripe; cobertura entre gestantes contra vírus respiratório não chega a 20%


Mesmo diante do avanço das síndromes respiratórias graves no Acre em 2026, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários segue muito abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), neste domingo, 24, apontam baixa adesão à vacinação contra Influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente entre crianças, idosos e gestantes.

Segundo o boletim epidemiológico, nenhum dos grupos prioritários atingiu a meta nacional de cobertura, que varia entre 90% e 95%. Entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos, a cobertura estadual contra Influenza chegou a apenas 35,53%. Já entre idosos com mais de 60 anos, o índice foi ainda menor: 22,98%.

As gestantes apresentaram o maior percentual entre os grupos analisados, mas ainda distante do recomendado, com cobertura de 54,67%.

O relatório classifica o cenário como preocupante, principalmente diante do aumento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrado neste ano.

A situação também chama atenção na vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), considerado atualmente um dos principais causadores de bronquiolite e pneumonia em bebês e uma das maiores causas de internação em UTIs pediátricas no primeiro ano de vida.

Entre as gestantes, grupo responsável pela transferência de anticorpos aos recém-nascidos durante a gravidez, a cobertura vacinal estadual contra o VSR foi de apenas 19,63%.

O município de Jordão apresentou o maior índice de vacinação entre gestantes contra o VSR, alcançando 31%, mas ainda muito distante da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Rio Branco, que possui a maior estrutura de saúde do estado, registrou cobertura de apenas 24,78%, índice considerado alarmante pela vigilância epidemiológica.

Segundo a Sesacre, os números indicam que muitas gestantes podem estar perdendo a janela ideal de imunização, já que a vacina contra o VSR precisa ser aplicada entre a 28ª e a 36ª semana de gestação para garantir proteção aos bebês após o nascimento.

O boletim alerta ainda que as baixas taxas de vacinação elevam diretamente o risco de hospitalizações infantis por doenças respiratórias graves, especialmente em um cenário de alta circulação viral no estado.

Entre os principais vírus identificados nos casos graves registrados no Acre neste ano estão Influenza A, Rinovírus e o próprio Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável pelo maior número de internações pediátricairys.



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