Sindicatos denunciam crise na educação municipal de Rio Branco


Os sindicatos que representam os trabalhadores da educação no Acre, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) e o Sindicato dos Professores Licenciados do Acre (Sinproac), divulgaram nesta sexta-feira, 22, uma carta aberta à população de Rio Branco denunciando o que classificam como abandono e desvalorização enfrentados pelos profissionais da rede municipal de ensino.

No documento, as entidades afirmam que professores e funcionários das escolas municipais acumulam mais de três anos sem reajuste salarial, enquanto, segundo a carta, o custo de vida segue aumentando com elevação nos preços de itens essenciais como energia, aluguel e alimentação.

A publicação destaca que, apesar da falta de valorização financeira, os trabalhadores seguem mantendo as atividades escolares, muitas vezes custeando do próprio bolso materiais pedagógicos e itens básicos necessários ao funcionamento das unidades.

“Grande parte do material pedagógico utilizado nas aulas não é fornecido pela prefeitura. São os próprios professores que tiram do próprio bolso para garantir cartazes, lembranças, jogos educativos e materiais básicos para seus alunos aprenderem”, afirma um trecho da carta.

As entidades também denunciam problemas estruturais em creches e escolas, como a insuficiência de materiais de higiene e limpeza, incluindo papel higiênico, sabonete e itens básicos de cuidado, situação que, segundo o texto, obriga servidores a realizarem “vaquinhas” para suprir a demanda.

Outro ponto levantado é a suposta diferença entre a realidade enfrentada nas unidades e a imagem apresentada pela gestão municipal em campanhas institucionais.

“Na propaganda, tudo parece bonito, mas, na realidade, muitas famílias ainda aguardam aquilo que foi anunciado como entregue”, diz o documento ao citar a falta de fardamento, tênis e materiais escolares para estudantes.

Os sindicatos afirmam ainda que as perdas salariais da categoria já ultrapassam 26%, o que, segundo eles, tem levado muitos profissionais a sobreviverem no limite financeiro, comprometendo a própria manutenção pessoal.

Ao final da carta, Sinteac e Sinproac fazem um apelo à população para que se una em defesa da educação pública e cobre providências da Prefeitura de Rio Branco. Entre as reivindicações estão reajuste salarial, respeito aos profissionais, melhoria na infraestrutura das escolas, fornecimento regular de materiais e garantia de segurança para estudantes e trabalhadores. “A educação não pode continuar sobrevivendo de sacrifício”, conclui a carta.

 





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