O prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que a população precisará “suportar” um pouco mais os transtornos provocados pelas obras do BRT em Cuiabá, diante da fase final de implantação do modal na Capital.

A cidade está travada, são diversos pontos mais críticos, mas acredito que vai passar esse sofrimento
Em entrevista no último sábado (16) ele admitiu que a cidade está “travada”, mas ponderou que o transtorno ocorre devido ao avanço acelerado das intervenções para permitir a conclusão dos primeiros trechos já no próximo mês.
“Eu tenho observado que as obras estão bem aceleradas e a finalidade é concluir agora no mês de junho. Então, a gente tem que suportar um pouco todo esse congestionamento terrível que está acontecendo na cidade”, afirmou à imprensa.
“A cidade está travada, são diversos pontos mais críticos, mas acredito que vai passar esse sofrimento”, disse.
O prefeito defendeu que os transtornos atuais são como um mal necessário para evitar novos atrasos na obra, que teve início na Capital em janeiro de 2024 após substituir o antigo projeto abandonado do VLT.
“É melhor do que ficar postergando isso aí para 2027, 2028, e essa obra nunca terminar. Eu entendi que Cuiabá vai sofrer as consequências desse aceleramento de obra, mas que em breve vamos ter uma solução e vamos resolver esse problema”, afirmou.
“Peço compreensão da população, porque ao mesmo tempo que tem as obras do Governo do Estado, tem as obras da Águas Cuiabá, e isso traz um congestionamento na cidade toda”.
Fim do imbróglio
No início do mês, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou que o Governo do Estado pretende concluir até o fim de junho os dois primeiros trechos do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande.
Pivetta também encerrou o impasse sobre o modelo de ônibus que será utilizado no sistema e confirmou que o modal terá veículos híbridos, que já estão em processo de aquisição. Antes disso, o Estado estudava implantar o chamado Bonde Urbano Digital (BUD), modelo inspirado em sistemas utilizados na China e em Curitiba.
Na última semana, o governador cobrou das construtoras responsáveis um “pacto” para acelerar a conclusão das obras. Em resposta, as empresas se comprometeram a entregar até o fim de junho o trecho de 14 quilômetros entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Comando Geral da Polícia Militar, em Cuiabá.
Desde o início da sua implementação, o novo modal também enfrentou impasses políticos, disputas judiciais e sucessivos atrasos provocados pela antiga gestão da Capital, que travou, por diversas vezes, a continuidade da obra e pelo antigo consórcio responsável. Os principais gargalos ocorreram nos trechos da Avenida do CPA.
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