Para nós, acreanos, as próximas eleições têm a sua importância; mas nacionalmente, pouco ou nada.
Quando os governadores das regiões Norte e Nordeste do nosso país se dirigem a Brasília para tratar com quem se encontra na Presidência da nossa República, quase seria melhor que nem o procurassem. Afinal de contas, por justas razões e necessidades, todos vão em busca de recursos para atender às suas populações, sabidamente as mais necessitadas do nosso país.
Os governadores do Sudeste e do “Sul maravilha” nem tanto; afinal de contas, eles próprios se impõem em razão dos seus potenciais econômicos e eleitorais. A propósito, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, metaforicamente, são denominados de “Triângulo das Bermudas”, isto porque a tríade, eleitoralmente, corresponde a mais da metade dos eleitores brasileiros.
O jogo sempre foi bastante desigual. Exemplo: os votos obtidos pelo deputado federal Nikolas Ferreira, enquanto candidato pelo estado de Minas Gerais nas últimas eleições, superaram o total de votos obtidos por todos os candidatos a governador, a senador e a deputados federais e estaduais dos seguintes estados somados: Acre, Amapá e Roraima. Na visão dos poderosos de Brasília, somos um nanico eleitoral e assim somos tratados.
Somos, sim, um pingo d’água no nosso oceano econômico e eleitoral — este, por sua vez, composto por 158 milhões de eleitores. Só com muita competência e sorte os pleitos dos nossos representantes políticos, em particular dos nossos governadores, poderão ser atendidos.
Aquele ou aquela que vier a se eleger para governar o nosso estado, de antemão, precisa entender que o nosso poder de fogo, eleitoral e economicamente, é apenas residual, jamais prevalente, ainda que suas reivindicações sejam claras e objetivas.
De mais a mais, por sermos parte da nossa Amazônia, não poderemos levar ao paroxismo as pretensões dos “xiitas ecológicos” e tampouco daqueles que, a todo custo, pretendem transformar as nossas florestas em cinzas.
A inserção do nosso Acre no desenvolvimento econômico e social do país faz-se urgente e necessária. Afinal de contas, na região amazônica habitam mais de 30.000.000 de brasileiros; a maioria deles carece de emprego, saúde, educação e segurança pública.
Por enquanto, a disputa pela governadoria do Acre ainda se mantém em níveis razoáveis, e que assim permaneça até a escolha de quem vier a ser eleito.
Nada de lulismo nem de bolsonarismo, até porque não temos cacife para nos metermos nesta briga.