O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará por mudanças estruturais em 2026, segundo o Ministério da Educação (MEC), com destaque para a inscrição automática de estudantes da rede pública e a criação de aproximadamente 10 mil novos locais de prova em todo o país.
A medida busca reduzir deslocamentos de alunos e ampliar a participação de concluintes do ensino médio, permitindo que uma parte significativa dos estudantes realize a prova na própria escola onde estuda.
De acordo com o MEC, cerca de 80% dos concluintes da rede pública devem fazer o exame em suas próprias unidades escolares. Nos demais casos, o governo estuda ações de apoio logístico, como transporte entre municípios.
Entre as principais mudanças previstas, está a inscrição automática dos alunos da rede pública, especialmente aqueles matriculados nas etapas finais do ensino médio. O estudante precisará apenas acessar o sistema para confirmar informações como língua estrangeira e necessidades de atendimento especializado.
O Enem também passa a ter papel ampliado na educação básica, podendo ser utilizado como instrumento de certificação de conclusão do ensino médio, além de manter sua função de acesso ao ensino superior e a programas federais de financiamento estudantil.
Outra mudança prevista é a utilização dos resultados do exame como referência para indicadores educacionais ligados ao Fundeb, a partir de 2027, fortalecendo a avaliação da qualidade da educação básica no país.
Além disso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) poderá organizar aplicações complementares do exame dentro das escolas públicas para garantir maior participação dos estudantes.




