Quando o assunto é saúde intestinal, muitas pessoas recorrem a estratégias para equilibrar a microbiota — conjunto de bactérias que vivem no intestino e influenciam desde a digestão até a imunidade. Nesse cenário, probióticos e prebióticos costumam ganhar destaque, mas ainda geram dúvidas sobre suas diferenças e funções no organismo.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o nutricionista Matheus Maestralle explicou que, embora os nomes sejam parecidos, os dois atuam de formas diferentes — e complementares — para o bom funcionamento do intestino.
“Os probióticos são bactérias benéficas vivas, presentes em alimentos fermentados como kefir e iogurte natural. Já os prebióticos são fibras que servem de alimento para essas bactérias”, esclarece o especialista.
Na prática, os probióticos ajudam a repor e equilibrar as bactérias consideradas “boas” da microbiota intestinal. Entre as principais fontes naturais estão iogurte com culturas vivas, kefir, kombucha, chucrute, kimchi e missô.
Segundo Matheus Maestralle, é importante observar a qualidade dos produtos industrializados. “Nem todo iogurte ou alimento fermentado tem uma quantidade significativa de bactérias viáveis, especialmente quando passa por processos que eliminam esses micro-organismos”, alerta.