Prefeitura avança na retomada do passeio de trem da Madeira-Mamoré


A Prefeitura de Porto Velho deu um passo decisivo para a retomada do passeio de trem na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), uma equipe técnica da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) iniciou, em maio de 2026, as inspeções estruturais necessárias para garantir a segurança.

O projeto foca na reativação do transporte de passageiros no trecho entre o complexo ferroviário e a região do Cai N’água. Engenheiros especialistas em projetos ferroviários e mecânicos avaliam a parte rodante dos vagões e as condições dos trilhos, que sofreram desgastes por enchentes e falta de manutenção ao longo das últimas décadas.

A presença da ABPF em Porto Velho visa diagnosticar as intervenções urgentes na malha ferroviária e nos equipamentos históricos. Segundo o diretor-presidente da entidade, James Ilg, o levantamento resultará em um documento técnico norteador para o início das obras de restauração.

Além dos trilhos dentro do complexo, a análise se estende às áreas externas, como o Triângulo e o Cai N’água. De acordo com o secretário executivo da Semtel, Aleks Palitot, o retorno do trem é um resgate cultural que deve impulsionar significativamente a economia e o turismo local.

O esforço atual é continuidade de um processo iniciado pelo prefeito Léo Moraes, que no ano passado viabilizou o funcionamento da Locomotiva 18 após 20 anos de inatividade. O cronograma prevê que um pacote completo de revitalização seja apresentado à população em outubro, mês de aniversário de Porto Velho.

As ações de reforma incluem:

Para o prefeito Léo Moraes, a retomada do passeio de trem simboliza um reencontro da capital com suas origens. O projeto busca unir a preservação do patrimônio histórico com a criação de uma experiência turística sustentável para moradores e visitantes.

Embora o trajeto inicial seja reduzido, ele é considerado o primeiro passo fundamental para a reativação completa da experiência da EFMM. A expectativa é que o som do apito da locomotiva volte a fazer parte do cotidiano da cidade, consolidando a identidade ferroviária de Porto Velho.

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