
No início da tarde desta quarta-feira, 6, o Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, da Probidade Administrativa e das Fundações de Macapá (1ª Prodemap), com o suporte logístico do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a operação ‘Perdidos no Tempo’, quando deu cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão expedidos nos autos de investigação ministerial que tramita sob segredo de justiça.
É importante destacar que as medidas constritivas não tinham como alvos as instituições públicas, mas sim servidores determinados, sob o indício de que teriam instrumentalizado suas funções públicas para, em tese, praticar ilícitos.
Observados os ritos procedimentais de praxe, a Câmara Municipal de Vereadores (CMM) e a Prefeitura de Macapá (PMM) prestaram o auxílio necessário, viabilizando o cumprimento das ordens judiciais sem quaisquer intercorrências ou óbices.
O Gaeco possui plena e irrestrita legalidade para atuar no cumprimento de mandados judiciais no interior de repartições públicas, com base no poder de polícia e nas atribuições conferidas ao Ministério Público pela Constituição Federal (art. 129, inciso VIII) e pela Lei Orgânica Nacional do Ministério Público (Lei nº 8.625/1993, art. 26).
A operação ocorreu estritamente dentro do horário permitido pela legislação processual penal vigente. A antecipação das diligências deu-se em virtude da veiculação de matéria jornalística na noite anterior (5 de maio), contendo informações sensíveis sobre o caso. Tal circunstância aponta para um potencial vazamento de dados sigilosos, fato que já está sendo objeto de rigorosa apuração interna no âmbito ministerial.
Por fim, o Ministério Público reafirma seu compromisso inabalável com a apuração dos fatos, agindo sempre com o rigor necessário para a preservação do patrimônio público e a garantia da probidade administrativa.
Prefeitura
Em Nota à Imprensa, a Prefeitura Municipal de Macapá informa que a busca e apreensão do Ministério Público na sede do Poder Executivo da capital não tem a ver com a atual gestão e que deu todo suporte legal para a realização dos procedimentos legais.
Eis a nota da prefeitura:
“Nota à Imprensa
A Prefeitura Municipal de Macapá informa que foi comunicada, na data desta quarta-feira, 6, sobre o cumprimento de medida de busca e apreensão determinada pelo Ministério Público. Desde o primeiro momento, a atual gestão adotou postura de absoluta transparência e respeito institucional, colaborando integralmente com as autoridades e franqueando acesso a todas as informações solicitadas.
A Prefeitura ressalta, de forma categórica, que o ato investigativo não possui qualquer relação com a atual gestão, que tem pautado sua atuação na legalidade, na responsabilidade administrativa e no compromisso com o interesse público.
A administração municipal reafirma sua plena confiança nos órgãos de controle e na Justiça, permanecendo totalmente à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
Prefeitura Municipal de Macapá”
Câmara de Vereadores
A respeito da operação do Ministério Público do Amapá, por volta das 12h desta quarta-feira, 6, com ordem judicial para para cumprimento de mandados de busca e apreensão nas dependências da Câmara Municipal de Macapá, a instituição emitiu Nota Oficial, colocando-se à disposição para o cumprimento dos procedimentos, ressaltando contudo que vem agindo de acordo com a lei, sem alterar os trabalhos parlamentares e o atendimento à população.
Acompanhe a Nota Oficial:
“Nota Oficial
A Câmara Municipal de Macapá foi surpreendida, na tarde desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, por uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público, que cumpriu mandado de busca e apreensão nas dependências da Casa, por volta das 12h.
A Presidência da Câmara informa que a referida operação tem como base denúncia apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan, que vem sustentando uma narrativa com o claro objetivo de descredibilizar a representação protocolada contra ele na véspera de sua renúncia.
Diante da ação, a Presidência da Câmara, exercida pela vereadora Margleide Alfaia, agiu com absoluta transparência e responsabilidade institucional, determinando imediata e total colaboração com as autoridades. Todos os acessos foram franqueados e os documentos requisitados prontamente disponibilizados, reafirmando o compromisso da atual gestão com a legalidade, a lisura dos atos públicos e o respeito às instituições.
A Câmara informa, ainda, que suas atividades legislativas seguem em pleno funcionamento, sem qualquer interrupção ou prejuízo aos trabalhos parlamentares e aos serviços prestados à população.
A Presidência reitera sua confiança nas instituições de controle e fiscalização e se coloca integralmente à disposição do Ministério Público, do Poder Judiciário e da sociedade para todos os esclarecimentos necessários.
Macapá, 6 de maio de 2026
Margleide Alfaia
Presidente da Câmara Municipal de Macapá”
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