MP acompanha investigação sobre possível influência de grupos virtuais em ataque no Instituto São José


A investigação sobre o atentado registrado na tarde desta terça-feira, 5, no Instituto São José deve apurar a possível influência de grupos em aplicativos de mensagens. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Antônio Alceste, coordenador do Gaeco, durante coletiva concedida no fim da tarde.

Segundo o promotor, as investigações não descartam que o ataque possa ter sido motivado por conteúdos compartilhados em grupos virtuais.

Ele destacou ainda a possibilidade de participação de adultos na incitação. “É possível que haja um movimento de adultos para incitar esses adolescentes. O Gaeco vai fazer essa investigação a fundo nos grupos de WhatsApp para verificar se de fato existem movimentos de adultos também nessa incitação”, declarou.

De acordo com Alceste, o Ministério Público vai acompanhar todas as etapas da apuração. “O Ministério Público estará ao lado, acompanhando o procedimento. Todas as linhas investigatórias, com toda certeza, serão objeto de investigação”, disse.

O promotor ressaltou que, neste momento, não é possível detalhar as linhas de investigação para não comprometer o trabalho policial. “A gente não pode fornecer nenhum direcionamento para que isso não atrapalhe as investigações. A gente aguarda o encerramento para emitir um juízo de valor sobre o produto final”, afirmou.

Ele também informou que, após a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado aos setores competentes. “Como envolve pessoas adultas e menores de idade, isso será levado aos promotores das respectivas áreas, tanto da vara criminal quanto da infância”, explicou.

Além da investigação, o Ministério Público anunciou medidas de apoio às vítimas. “Foi criado um gabinete de crise para fornecer apoio psicológico às crianças que estavam na sala e às pessoas que estavam na escola”, disse.

O atentado deixou duas funcionárias mortas e um aluno ferido, após disparos efetuados por um adolescente de 13 anos dentro do Instituto São José. O caso segue sob investigação das autoridades.





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