“É um vazio que nunca vai se preencher”, diz viúvo de funcionária morta em ataque em escola


O viúvo de Alzenir Pereira da Silva, morta no ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, descreveu a convivência com a esposa e o impacto da perda para a família. Conhecida como “Tia Zena”, a funcionária foi lembrada pelo marido, Roberto Silva, pela dedicação dentro e fora da escola.

“Melhor do que na escola. Se ela fazia o amor que tinha pelos alunos, em casa era dobrado”, afirmou. “Ela dava atenção pra mim, fazia as coisas dela na correria. Foi uma mulher muito importante na minha vida. Primeira e única.”

O casal estava junto há 33 anos e construiu uma família com dois filhos e sete netos. “Nós temos dois filhos e sete netos. Tem mais um que vai nascer agora, no fim do mês”, disse.

Roberto relatou o impacto da notícia e a dificuldade de lidar com a morte da esposa. “Muito abalado. Sem explicação. É uma coisa que ninguém entende. Ela não merecia tudo aquilo que aconteceu com ela”, declarou.

“É um vazio que nunca vai se preencher”, diz viúvo de funcionária morta em ataque em escola

Ele também relembrou a rotina do casal após os dias de trabalho.

“Todo dia eu perguntava: ‘meu amor, como foi seu dia?’. Ela dizia: ‘hoje não teve nenhuma ocorrência’, ‘graças a Deus foi tudo bem’. Quando vinha com estresse, chegava em casa, tomava banho, e eu fazia massagem nas costas dela pra relaxar”, contou.

Segundo o viúvo, a perda deixa um vazio difícil de superar, não apenas para a família, mas também para os alunos com quem ela convivia diariamente.

“Vai ser difícil pra mim, para os alunos, que ela amava tanto. Ela amava os alunos como se fossem filhos”, afirmou.

Ao final, ele resumiu o sentimento deixado pela tragédia. “É um vazio que nunca vai se preencher. Ninguém vai preencher essa dor que eu estou sentindo”, disse.





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