As primeiras informações sobre o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, chegaram à Polícia Militar por meio de mensagens em grupos de WhatsApp, antes mesmo do acionamento oficial pelo 190. A informação foi confirmada pela comandante-geral da PM do Acre, coronel Marta Renata Freitas.
O crime, registrado na tarde desta terça-feira, 5, foi cometido por um adolescente de 13 anos, aluno da própria escola, e resultou na morte das funcionárias Alzenir Pereira da Silva, de 56 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 36, além de deixar feridos.
“De início, as informações foram repassadas pelos canais no WhatsApp, pedindo que a situação fosse averiguada e posteriormente entrou a ocorrência pelo 190”, explicou a comandante.
Primeira resposta
Segundo Marta Renata, a primeira equipe a chegar ao local foi uma guarnição de patrulhamento comunitário do 1º Batalhão, que já estava nas proximidades.
“Na chegada, o fato já havia acontecido, e a medida foi conter, isolar, evacuar os alunos que estavam na escola e prestar socorro às vítimas”, afirmou.
Após o acionamento formal pelo 190, o tempo de resposta foi de aproximadamente três minutos, conforme destacou o secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel José Américo Gaia.
Entrega do autor
De acordo com as autoridades, o adolescente não estava mais na escola quando as equipes chegaram. Ele havia se deslocado até o quartel do Comando Geral da Polícia Militar, onde se apresentou.
“Quando chegamos, ele não se encontrava mais na escola, ele já havia se dirigido até o quartel do Comando Geral”, pontuou.
A comandante ressaltou que a circulação das informações contribuiu para agilizar a mobilização das forças de segurança.
“Quando digo que chegou primeiro nos grupos dos policiais, é nesse sentido de que as pessoas foram passando, foram vendo, e essa movimentação diferente acendeu um sinal de alerta”, acrescentou.
O caso segue sob investigação das autoridades.