Para muitas vítimas de crimes no Acre, o caminho para a retomada da vida começa no Centro de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceavi). O serviço, vinculado ao Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), tem se consolidado como um porto seguro para quem busca orientação jurídica, apoio psicológico e assistência social após sofrer danos físicos, patrimoniais ou psicológicos.
O impacto do acolhimento humano
O relato de Cristina*, atendente de 29 anos, resume a essência do programa: “Tem alguém que está me ouvindo, alguém que está aqui para segurar a minha mão”. Após quase 15 anos de uma união marcada por agressões, ela encontrou no Ceavi o suporte necessário para criar os filhos e seguir sozinha após solicitar uma medida protetiva. O atendimento inclui visitas domiciliares e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que garante que a vítima não se sinta desamparada.
Balanço e abrangência do serviço
Implementado em agosto de 2022, o Ceavi já soma 435 atendimentos realizados. Somente em 2025, foram 136 acolhimentos, mantendo a média do ano anterior, que registrou 134 casos. O centro atende vítimas de diversos crimes, como violência doméstica, abuso sexual, tortura, discriminação e racismo.
A política segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para garantir que as vítimas sejam tratadas com dignidade e respeito, evitando a revitimização.
Como buscar ajuda
O acesso ao serviço pode ocorrer por encaminhamento de juízes e promotores, pela rede de proteção ou por iniciativa da própria pessoa, mesmo que o crime ainda não tenha sido registrado formalmente ou o autor identificado.
Atualmente, o Acre conta com duas unidades físicas em funcionamento das 7h às 14h:
Rio Branco: Fórum Criminal Desembargador Lourival Marques (Bairro Portal da Amazônia).
Cruzeiro do Sul: Cidade da Justiça (BR-307, km 9).
Atendimento Digital: Disponível via WhatsApp pelo número (68) 99907-0117.