Para ser confirmado no cargo, Messias precisará do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores. Caso alcance esse número, estará apto a assumir o posto de ministro do STF, ocupando a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro do ano passado, Messias passou meses articulando apoio no Senado. A formalização da indicação ocorreu apenas em abril, após o governo postergar o envio para ampliar a base de sustentação política.
Durante a sabatina, o advogado-geral da União fez acenos ao Congresso, aliados e ao segmento evangélico. Em sua fala inicial, destacou que seus princípios cristãos influenciam sua trajetória, mas defendeu a laicidade do Estado como garantia da liberdade religiosa.
Ao abordar o papel do STF, Messias defendeu o aperfeiçoamento da Corte, a separação entre os Poderes e criticou a ideia de que o tribunal funcione como uma “terceira Casa legislativa”. Também afirmou que ministros devem agir com transparência e prestar contas à sociedade.
Questionado sobre temas sensíveis, declarou ser contrário ao aborto, embora tenha ressaltado a necessidade de analisar cada caso dentro das exceções previstas em lei. Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, classificou o episódio como um dos mais tristes da história do país e afirmou ter atuado para proteger o patrimônio público.
O indicado também fez menções elogiosas a lideranças do Senado, como Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, destacando o papel do Congresso na mediação política. Ao longo da sessão, Messias se emocionou ao relembrar sua trajetória e foi aplaudido ao final da exposição inicial.
A sabatina contou com a presença de ministros, ex-ministros e lideranças partidárias, além de representantes religiosos. A votação, tanto na CCJ quanto no plenário, ocorre de forma secreta, o que impede a identificação individual dos votos — sendo divulgado apenas o placar final.
Por: Correio Braziliense