Maranhão lidera aumento na perda de cobertura arbórea em 2025


A SEMA informou que acompanha diferentes bases de dados, mas ressalta que as metodologias são distintas.

Um levantamento do Global Forest Watch, divulgado pelo World Resources Institute, aponta que o Maranhão foi o único estado do país a registrar aumento na perda de cobertura arbórea em 2025.

O estudo mostra que o Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de floresta tropical úmida no período. Apesar disso, houve redução de 42% em relação a 2024.

Enquanto estados como Amazonas, Mato Grosso, Acre e Roraima registraram queda nas perdas, o Maranhão apresentou crescimento. Os dados consideram a perda de vegetação primária, ou seja, áreas naturais com cobertura original.

O levantamento foi produzido pelo laboratório Glad, da Universidade de Maryland. O modelo utilizado pelo Global Forest Watch não analisa apenas o desmatamento.

O sistema também considera fatores como corte seletivo, degradação e morte natural da vegetação. Isso diferencia o estudo de sistemas oficiais brasileiros, como o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais informou que acompanha diferentes bases de dados, mas ressalta que as metodologias são distintas.

Segundo dados oficiais, o Maranhão apresentou redução do desmatamento. Em 2024, a queda foi de 34,3%. Já em 2025, o estado registrou redução de 35,8% no bioma Amazônia e de 19,35% no Cerrado.

A SEMA atribui os resultados a políticas públicas de controle ambiental. Entre as ações estão o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, o programa Maranhão Sem Queimadas e o Floresta Viva Maranhão.

O estado também ampliou o uso de tecnologias para monitoramento em tempo real. As ações incluem fiscalização integrada, parcerias com órgãos federais e incentivo a práticas sustentáveis.

Outro destaque é a recuperação ambiental. Projetos de recomposição já resultaram na regeneração de mais de 120 mil hectares no estado.

Apesar dos dados positivos apresentados pelo governo, o relatório internacional indica que o Maranhão ainda enfrenta desafios no controle da perda de vegetação. O monitoramento e as ações de fiscalização devem continuar para reduzir os impactos ambientais.



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