Alegando “chapa dura e TPE“, Moraes defende reunião de Mailza para pacificação da base


O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado estadual Manoel Moraes (Progressistas), avaliou nesta quarta-feira, 29, durante entrevista ao programa Boa Conversa – edição Aleac, o cenário de tensões recentes entre parlamentares da base e o Executivo estadual. Segundo ele, apesar das cobranças feitas no plenário, o momento exige “calma” e diálogo para evitar desgastes no ambiente político em ano eleitoral.

Logo no início da conversa, o parlamentar comentou o clima mais ameno das sessões recentes, após uma sessão anterior marcada por embates internos na base. Ao responder sobre as críticas da deputada Antônia Sales, que cobrou melhorias na realização de cirurgias e chegou a pedir a saída do secretário de Saúde, José Bestene, Manoel Moraes afirmou que há avanços em andamento e atribuiu parte das dificuldades à estrutura da gestão anterior da área.

“Essas questões dos deputados, vamos por etapas. A Antônia Sales, ela reclama com razão de cirurgias todas, mas o Opera Acre, hoje, inclusive em Cruzeiro, agora mesmo eu falei, entrou, está operando agora várias pessoas. Era uma questão da fundação. Ela falou do secretário Bestene, que assumiu há pouco tempo e ainda está formando, ainda está trabalhando, está se esforçando. E aquela questão da cirurgia era mais da fundação”, pontuou.

Sobre as cobranças do deputado Tchê em relação à execução de emendas parlamentares, o líder do governo afirmou que o tema não está sob responsabilidade direta do Executivo neste momento.

“A questão do Tchê não é o governo, está no Tribunal de Contas, para ele dar um parecer. Depois que foi tomada a decisão no Supremo Tribunal, aí o Tribunal de Contas está analisando toda a situação, não está dependendo do governo, e sim do Tribunal de Contas”, explicou.

Já em relação à fala do deputado Tio Pablo, que denunciou supostos casos de assédio moral político envolvendo apoiadores, Manoel Moraes minimizou a situação e destacou o impacto das redes sociais no ambiente político.

“A questão do tio Pablo, ele reclama que uma professora fala dele e eu falei, ele poderia ter falado com nós. Ninguém controla hoje a internet, qualquer uma pessoa pode me criticar, criticar qualquer deputado, qualquer situação”, disse.

O parlamentar também comentou a avaliação do secretário de Governo, Luiz Calixto, que negou a existência de crise política e classificou o cenário como “tensão pré-eleitoral”. Para Moraes, o diagnóstico é adequado ao momento.

“Sobre o que o Luiz Calixto falou, ele tem razão, esse é o momento, os deputados precisam estar atentos, calmos, todos vão receber crítica, não é? E a crítica faz parte de quem é um servidor público, de quem é político”, avaliou.

Questionado sobre a possibilidade de uma reunião entre a base governista e a governadora Mailza Assis, o líder do governo confirmou que o encontro está em fase de articulação e deve ocorrer nos próximos dias. “Sobre a reunião, terça-feira nós vamos definir, já está pré-marcado. Eu quero que faça a reunião com a base com calma, para que cada um fale a sua maneira e depois quem tiver individual já marca e já deixa marcado”, afirmou.

Manoel Moraes defendeu ainda que o encontro coletivo seja o primeiro passo para reorganizar o diálogo interno da base aliada. “Mas é mais uma tensão, a nossa chapa é uma chapa muito dura, né? Então, as pessoas realmente estão com essa tensão e com razão, mas o caminho é a conversa, o caminho é procurar solução, a crítica só quando não tem jeito pela solução”, concluiu o deputado.



VER NA FONTE