Acre aparece entre os estados com menor desigualdade salarial entre homens e mulheres


O 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego colocou o Acre entre as unidades da federação com menor diferença de rendimentos entre homens e mulheres no país. De acordo com o levantamento, o estado registra índice de 91,9%, figurando entre os melhores desempenhos nacionais na redução da desigualdade salarial.

O estudo aponta que, no cenário nacional, as mulheres recebem em média 21,3% a menos que os homens no setor privado com empresas que possuem 100 ou mais empregados. Apesar disso, houve crescimento de 11% na participação feminina no mercado de trabalho, com aumento expressivo da presença de mulheres negras e pardas nas vagas formais.

No recorte por unidades federativas, o Acre aparece ao lado de estados com menor desigualdade salarial, como Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Já os maiores níveis de desigualdade foram registrados no Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

O relatório também indica que, mesmo com a melhora na participação feminina no emprego, a diferença salarial média nacional apresentou leve aumento. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% a menos no rendimento médio; agora, a diferença subiu para 21,3%. No salário mediano de contratação, a desigualdade passou de 13,7% para 14,3%.

Outro dado relevante mostra que cresceu o número de empresas com menor diferença salarial. Os estabelecimentos com até 5% de desigualdade no salário mediano aumentaram 3,8%, totalizando cerca de 30 mil. Já aqueles com até 5% de diferença no rendimento médio chegaram a 17,4 mil, alta de 4,3%.



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