Investigação da Operação Safra Desviada, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Mato Grosso, aponta o uso de caminhões com volumes superiores aos declarados em documentos fiscais no esquema de desvio de grãos em Mato Grosso. O prejuízo estimado é de R$ 140 milhões.
Verificou-se que caminhões saíam carregados com peso superior ao declarado nas notas fiscais
O modelo descrito pelos investigadores envolve diretamente operações associadas à empresa Sagel Comércio de Cereais, em Sorriso, e ao empresário Felipe Faccio, além de empresas a ele vinculadas, como a Agrícola Faccil.
De acordo com os documentos que embasam a apuração, o esquema teria sido estruturado a partir da retirada de parte da produção sem registro formal, com posterior inserção desse volume em operações comerciais regulares. Um dos mecanismos centrais apontados pelo Gaeco é o transporte de cargas com divergência entre o peso real e o informado nas notas fiscais. Conforme descrito na representação, “verificou-se que caminhões saíam carregados com peso superior ao declarado nas notas fiscais, sendo registrado apenas o limite permitido, de modo que o excedente circulava sem documentação correspondente”.
Segundo a investigação, essa diferença entre o volume efetivamente transportado e o registrado nos documentos seria o elemento que permitiria a circulação de grãos fora do controle formal. A prática, conforme…
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