Em uma ofensiva contra crimes ambientais na região amazônica, a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagraram, no último sábado (25), uma nova fase da Operação Domo Amazônico. O foco da ação foi a Terra Indígena Sete de Setembro, território que se estende entre os municípios de Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, no Mato Grosso.
A missão teve como objetivo principal desarticular pontos de extração mineral ilícita que ameaçam a biodiversidade e a segurança das comunidades originárias da região. Durante as diligências em campo, as equipes de fiscalização identificaram estruturas de suporte e maquinário pesado em plena atividade ou prontos para operação.


Agentes da PF e Ibama monitoram área de extração ilegal na Terra Indígena Sete de Setembro/ Foto: PF
Logística Inutilizada
Para interromper o ciclo econômico do crime e evitar que as atividades fossem retomadas imediatamente, as forças de segurança aplicaram a medida de inutilização de bens. Foram localizadas e destruídas:
Duas escavadeiras hidráulicas (máquinas de alto valor agregado essenciais para o garimpo);
Uma caminhonete utilizada para o transporte de equipes e insumos;
Duas motocicletas que garantiam a mobilidade em trilhas de difícil acesso.
Preservação e Vigilância
A Operação Domo Amazônico reafirma a integração das instituições federais na vigilância de áreas protegidas. A Terra Indígena Sete de Setembro tem sido alvo recorrente de pressões de garimpeiros, e a destruição do maquinário é uma estratégia prevista em lei para descapitalizar os financiadores dessas atividades clandestinas.
A Polícia Federal reforça que as investigações continuam para identificar os proprietários do maquinário e os responsáveis pela organização do garimpo na reserva, visando a responsabilização criminal por danos ambientais e invasão de terras da União.