TJAP inicia fase prática do Programa Escudo Feminino – Diário do Amapá


 

Com foco na proteção pessoal, autoestima, valorização e fortalecimento das mulheres, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) iniciou, nesta quarta-feira (22), no Batalhão de Força Tática da Polícia Militar (PM-AP), a segunda fase do Programa Escudo Feminino – curso prático de defesa pessoal voltado para as profissionais da instituição. A iniciativa está dividida em quatro turmas.

 

A formação reúne estratégias de autoproteção e salvaguarda da integridade da mulher, coordenado pela Comissão Permanente de Segurança Institucional e executado pelo Gabinete Militar do TJAP, e teve seu início no dia 26 de março de 2026, com a aula inaugural teórica.

 

O público-alvo é formado por magistradas, servidoras, estagiárias, residentes jurídicas e tecnológicas, além de colaboradoras terceirizadas, com encontros às quartas e quintas-feiras, das 16 às 17h e de 17h às 18h, com três módulos presenciais por turma.

 

As aulas são ministradas pela cabo da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), Tayná Feijão, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), especialista em defesa pessoal policial. Atleta nas modalidades jiu-jitsu e judô, além de palestrante, a ministrante comentou a nova fase do curso, com a demonstração de autodefesa na prática.

 

“Nossas expectativas estão altíssimas, com duas turmas quarta-feira e mais duas turmas na quinta-feira. Vamos trabalhar consciência situacional, base, postura e desvencilhamento de pegada com essas mulheres. Tudo para prepará-las e condicioná-las à autoproteção e autopreservação”, destacou a cabo.

 

E acrescentou: “desde a divulgação do Programa Escudo Feminino, que é para as mulheres do TJAP, a procura para as práticas como essa só tem aumentado. Fiquei bem feliz e não esperava esse número expressivo de participantes – tanto que tivemos que dividir a segunda fase do curso em quatro turmas”.

 

Participante do curso, a titular da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, juíza Larissa Antunes, enalteceu o papel do Poder Judiciário que destaca a proteção das mulheres.

 

“Eu, como magistrada, não hesitei em participar. Precisamos nos proteger e caso a gente precise dessas técnicas, que a gente saiba como agir e usar da forma mais correta possível. E ressalto que também para mim é uma alegria ver tantas servidoras e magistradas neste curso”, pontuou.

 

Outra participante é a servidora e mediadora Eliane Cândido, que ainda pretende se tornar uma disseminadora das técnicas de autoproteção.

 

“Temos que nos defender sempre, pois infelizmente esta sociedade ainda é muito cruel com as mulheres. Pretendo falar sempre sobre esse curso e tentar ajudar minhas amigas e familiares, ainda mais que tenho uma filha. Estou muito agradecida ao Tribunal de Justiça do Amapá por essa iniciativa para a proteção das mulheres que atuam na Justiça”, declarou a servidora – já pronta para a terceira fase da capacitação.

 



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