Um vídeo descontraído da cantora Alcione, de 78 anos, alcançou grande repercussão nas redes sociais recentemente ao mostrar a reação bem-humorada da artista ao ser apresentada à pitaya. “Eu lá sei o que é pitaya?”, questionou a maranhense, reafirmando sua preferência por frutas como banana, carambola e pitomba. A cena divertida, além de gerar risadas, despertou a curiosidade do público sobre as características dessa fruta que, embora ainda desconhecida por muitos, tem se tornado cada vez mais comum em feiras e supermercados. Segundo a nutricionista Tamiris Mouta, do Grupo Mateus, a tendência de consumo se justifica pelas propriedades essenciais que o alimento oferece à saúde.
O que ela tem de bom?
De acordo com a especialista, a pitaya é classificada como um alimento nutricionalmente completo e possui a vantagem de ter poucas calorias, sendo uma aliada estratégica para dietas equilibradas. A nutricionista explica que a fruta reúne propriedades que fortalecem o sistema imunológico, auxiliam no emagrecimento e na regulação das funções intestinais. Além disso, o consumo regular pode colaborar para a redução do colesterol ruim (LDL) e dos triglicerídeos, ajudar no controle da glicemia e beneficiar a saúde da pele e dos ossos. O potencial antioxidante é outro diferencial, atuando no combate aos radicais livres e na proteção celular.
Rica em nutrientes como vitamina C, polifenóis, flavonoides e betacianinas, a pitaya atua na prevenção de doenças crônicas. A fruta também se destaca pela presença de fibras prebióticas, responsáveis por equilibrar a flora intestinal. Tamiris Mouta ressalta que essas fibras são fundamentais para promover a saciedade e garantir o bom funcionamento do trato digestivo, o que favorece diretamente quem busca a perda de peso.
Como colocar no prato?
A versatilidade é uma das marcas da pitaya, que pode ser integrada à alimentação de diversas maneiras, desde o consumo in natura até o uso em sucos, geleias, sobremesas ou mesmo na forma de pó. A recomendação nutricional padrão é de aproximadamente 200 gramas por dia, volume equivalente a uma unidade pequena da fruta. Embora não existam contraindicações severas, a moderação é indicada para pessoas com diabetes ou que possuam o intestino mais sensível, devido ao potencial efeito laxativo do alimento.
Ainda que para a “Marrom” a pitaya tenha soado como uma novidade distante, a fruta demonstra ter potencial para se consolidar no cotidiano dos brasileiros. Diante de tantos benefícios comprovados para o bem-estar, a reação inicial de estranhamento pode dar lugar a uma oportunidade de diversificar a nutrição com essa opção de cor vibrante e sabor suave.