Oscar Schmidt recusou a NBA para seguir na Seleção brasileira


São Paulo –O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete, que morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), construiu uma carreira marcada não apenas por recordes, mas também por uma decisão que reforçou sua ligação com a Seleção brasileira e com os brasileiros. O atleta abriu mão de jogar na NBA para seguir defendendo o país.

(Foto: Reprodução Instagram @oscarschmidt14)

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar chegou a ser escolhido no Draft de 1984 pelo então Brooklyn Nets, em uma edição histórica que contou com nomes como Michael Jordan, Charles Barkley, Hakeem Olajuwon e John Stockton.

Apesar do interesse da liga norte-americana, ele optou por não assinar contrato. A decisão teve como principal motivo uma regra da FIBA, que, na época, proibia atletas da NBA de atuarem por suas seleções nacionais.

Determinado a continuar vestindo a camisa do Brasil, Oscar preferiu seguir no basquete internacional. A escolha se mostrou decisiva para sua trajetória.

Pela Seleção brasileira, ele disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e protagonizou momentos históricos, como a vitória sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis.

Durante o período em que defendeu a equipe, entre 1977 e 1996, disputou 326 partidas oficiais e somou 7.693 pontos.

Além disso, acumulou conquistas como títulos sul-americanos e conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas.

Mesmo após o fim da restrição da FIBA, já na década de 1990, Oscar voltou a receber sondagens da NBA, mas novamente recusou.

Aos 34 anos, avaliou que não estava mais no auge físico para competir na liga e preferiu encerrar a carreira. Com mais de 49 mil pontos marcados, Oscar Schmidt se consolidou como o maior pontuador da história do basquete mundial.





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