Papa rebate críticas de Trump e reforça discurso por paz durante viagem à África


Empresários e sociedades empresárias em recuperação judicial têm até 30 de abril de 2026 para aderir ao Parcelamento Especial de débitos tributários e não tributários. O programa contempla dívidas com fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2025.

A adesão implica a confissão irretratável dos débitos e a renúncia a qualquer contestação administrativa ou judicial, incluindo a desistência de ações em curso.

Durante viagem internacional, o Papa Leão XIV comentou críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não teme posicionamentos políticos.

Em declaração a jornalistas durante o voo rumo a Argel, o pontífice destacou que continuará defendendo os valores do Evangelho. “Seguirei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho. Não somos políticos e não analisamos a política externa sob essa lógica, mas acreditamos na construção da paz”, disse.

As declarações foram uma resposta a críticas publicadas por Trump, que afirmou que o papa seria “fraco” em temas de política internacional e deveria evitar posições alinhadas à esquerda. O presidente também sugeriu que a escolha do pontífice teria relação com sua nacionalidade.

Sem entrar diretamente em confronto, Leão XIV reiterou que não pretende transformar o papado em espaço de disputa política. “Minha mensagem é o Evangelho. Não quero entrar em debate político, mas continuarei a falar contra a guerra”, afirmou.

Durante a viagem, o líder religioso também cumprimentou cerca de 70 jornalistas que o acompanham e classificou a agenda como uma oportunidade de promover reconciliação entre os povos. A visita inclui passagens por Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial até a próxima quinta-feira (23).

O papa reforçou ainda que sua atuação busca incentivar o diálogo internacional e o multilateralismo como caminhos para a resolução de conflitos. “Muitos inocentes estão sofrendo. É preciso que alguém se levante e diga que há um caminho melhor”, declarou.

Segundo ele, o apelo pela paz não é direcionado apenas aos Estados Unidos, mas a todos os líderes mundiais. “Devemos tentar acabar com as guerras e promover a reconciliação”, concluiu.

*Fonte: Agência Brasil



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