Empréstimo de 30 milhões de dólares do BID para Roraima teve pedido solicitado na gestão Denarium



Empréstimo de 30 milhões de dólares do BID para Roraima teve pedido solicitado na gestão Denarium
Governador Antonio Denarium – Foto: Redes Sociais

Pedido formalizado ainda durante o governo de Antonio Denarium, o empréstimo de até US$ 30 milhões junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) autorizado essa semana pela Assembleia Legislativa de Roraima foi solicitado em 2023, para financiar o Profisco III (Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Estado de Roraima).

O recurso, é equivalente a cerca de R$ 155,7 milhões. E é vinculado exclusivamente à modernização fazendária e vinha sendo efetivado há quase três anos. “Não se trata de um pedido de empréstimo originado na atual gestão do governador Soldado Sampaio. Esse é um procedimento antigo, que culminou agora com a aprovação legislativa, que é uma das etapas necessárias para que o BID conclua o empréstimo”, esclareceu o secretário da Fazenda, Kardec Jackson.

Além disso, a autorização legislativa não equivale à contratação do empréstimo.Trata-se de instrumento legal que permite ao BID concluir o alinhamento técnico com a Sefaz (Secretaria da Fazenda), elaborar a proposta e as minutas contratuais.

A assinatura do contrato depende ainda da sanção do governador Soldado Sampaio. Além da análise dos órgãos federais, quais sejam a STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Além da autorização do Senado Federal, etapas que projetam a efetivação do programa para 2027.

Roraima era o único estado brasileiro que ainda não havia aderido ao programa do BID. Ele apoia administrações tributárias de quase todas as unidades da Federação. “Roraima foi o último estado a iniciar o processo junto ao BID”, afirmou o secretário adjunto do Centro de Tecnologia Fazendária da Sefaz, Danilo Garrido. Assim, a próxima reunião com técnicos do banco está prevista para agosto, em Boa Vista.

Condições

O financiamento conta com condições subsidiadas: taxa de juros de cerca de 5,5% ao ano, ante os aproximadamente 14% praticados no mercado interno, com cinco anos de carência e 25 anos para amortização, além de contrapartida estadual de 10%. “São cinco anos de carência e, depois, 25 anos para pagar esse valor”, explicou o secretário titular da Sefaz, Kardec Jackson.

Os desembolsos serão condicionados à comprovação da aplicação de cada parcela e supervisionados pela Controladoria-Geral do Estado,. Bem como pelo TCE-RR (Tribunal de Contas de Roraima), pelo próprio BID e pelos órgãos federais competentes. “É um empréstimo com foco em melhorar a condição financeira do Estado. Ele será fiscalizado. Não é um recurso que pode ser utilizado em mais nada”, disse Danilo.

A proposta aprovada pela ALE-RR veda expressamente o uso do recurso para pagamento de salários, custeio de despesas correntes ou amortização de outras dívidas, por exemplo.

Entre os benefícios previstos para a população estão a digitalização de serviços, a redução de obrigações acessórias para empresas, mais agilidade nos postos fiscais e no cadastro de contribuintes, além da adaptação da máquina arrecadadora ao novo modelo da Reforma Tributária, com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Fonte: Da Redação



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