O Acre reforçou as ações de vigilância contra o sarampo diante do avanço da doença em países das Américas. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que a região registrou 20.521 casos confirmados da doença entre as semanas epidemiológicas 1 e 20 de 2026, além de 25 mortes associadas à infecção.
O cenário levou organismos internacionais de saúde a emitirem alertas para os países do continente. Segundo o boletim epidemiológico da Sesacre, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) classificou as Américas como uma região de alto risco para o sarampo devido à persistência da circulação do vírus e às dificuldades de vários países em alcançar a cobertura vacinal mínima recomendada.
Entre os países com maior número de casos registrados neste ano estão México, com 10.920 confirmações, Guatemala, com 6.209, Estados Unidos, com 1.952, Canadá, com 1.018, Peru, com 301, e Bolívia, com 70 casos. As mortes foram registradas na Guatemala e no México.
De acordo com a Sesacre, o aumento dos casos na região reforça a necessidade de vigilância constante, especialmente em áreas de fronteira e em locais com intensa circulação de pessoas. O boletim destaca que a Opas recomenda aos países o fortalecimento das ações de vacinação, da vigilância epidemiológica e da resposta rápida diante de notificações suspeitas.
O sarampo é considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo. A transmissão ocorre por meio de secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo respirar. A doença pode causar complicações graves e até levar à morte, principalmente entre crianças menores de um ano e pessoas com baixa imunidade.
Segundo os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, um caso suspeito é caracterizado pela presença de febre e manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite. Também são considerados suspeitos pacientes com histórico recente de viagem para locais com circulação do vírus ou contato com pessoas provenientes dessas áreas.
No boletim, a Sesacre reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. A proteção é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio das vacinas tríplice viral, dupla viral e tetraviral, conforme a faixa etária e a situação epidemiológica de cada paciente.