Roraimense com esclerose múltipla faz campanha para arrecadar R$ 14 mil e manter tratamento



A luta contra uma doença neurológica rara e progressiva levou a publicitária roraimense Henriqueta de Andrade, de 28 anos, a recorrer novamente à solidariedade da população. Diagnosticada com esclerose múltipla há quase seis anos, ela promove uma campanha para arrecadar R$ 14 mil e garantir a continuidade do tratamento com o medicamento Kesimpta (ofatumumabe), utilizado para controlar o avanço da doença.

A vaquinha já está em sua terceira edição e até então, a campanha havia arrecadado cerca de R$ 2 mil. Segundo a família, a meta precisa ser alcançada até o dia 20, para que a compra da medicação seja realizada dentro do prazo necessário para entrega em Boa Vista.

Henriqueta conta que os sintomas da doença começaram ainda na infância, embora o diagnóstico oficial tenha sido confirmado apenas na vida adulta. A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode comprometer funções motoras, cognitivas e sensoriais.

“Hoje, as minhas maiores dificuldades estão na parte cognitiva. Eu tenho limitações motoras, mas o que mais impacta minha vida é a questão neurológica. Muitas vezes esqueço informações, tenho dificuldades de concentração e uma fadiga muito diferente do cansaço comum”, relata.

Formada em Publicidade e Propaganda, com pós-graduação em Marketing e Branding, Henriqueta construiu carreira no mercado corporativo, mas afirma que as limitações impostas pela doença reduziram sua capacidade de manter a rotina profissional que exercia anteriormente.

Após perder o plano de saúde em razão do desligamento do último emprego, ela também perdeu o acesso ao tratamento que vinha realizando. Desde março, a família busca na Justiça que o medicamento seja fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda não houve decisão favorável.

Enquanto aguarda o andamento do processo, Henriqueta precisa adquirir o remédio de forma particular. Segundo ela, o Kesimpta foi o medicamento que apresentou melhor resposta no controle da doença após outras tentativas terapêuticas.

“Enquanto a advogada corre de um lado tentando resolver a situação, a esclerose continua avançando. Eu não posso ficar sem tratamento. Por isso recorremos à vaquinha mais uma vez”, afirma.

De acordo com a família, esta é a terceira campanha realizada para custear a medicação. O valor arrecadado é destinado à compra do medicamento junto a uma distribuidora especializada, com sede em Recife (PE). O custo inclui o produto e despesas de envio até Roraima.

“É uma doença invisível para quem não convive com ela. Muitas pessoas não imaginam os impactos que ela causa na rotina, no trabalho e na qualidade de vida”, diz.

Como ajudar

As doações podem ser feitas por qualquer valor via Pix:

Chave Pix: [email protected]

Titular: Henriqueta de A. Simões Andrade
Banco: Nubank

Para mais informações, os doadores podem entrar em contato com a família pelo número de telefone (79) 9825-8747 ou (79) 8810-6536.

Segundo a família, toda contribuição ajuda a aproximar a campanha da meta necessária para a compra do medicamento e a continuidade do tratamento.

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