Estados e municípios devem reservar vacinas do Butantan


O Ministério da Saúde determinou que estados e municípios mantenham em estoque e sob condições adequadas de refrigeração todas as doses remanescentes da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida segue a suspensão temporária da aplicação do imunizante, anunciada na última segunda-feira (8), após a identificação de 42 casos de reações adversas graves, incluindo duas mortes, que agora passam por rigorosa investigação técnica.

Vigilância em alerta

A detecção das reações que incluem quadros de dor abdominal, vômitos, sangramentos e perda de consciência foi possível graças à vigilância de rotina do Programa Nacional de Imunização (PNI). Segundo o diretor do departamento, Eder Gatti, a identificação desses eventos “inusitados” demonstra a robustez do sistema de monitoramento brasileiro. O governo espera que, com a divulgação do alerta, novas notificações possam surgir de pacientes que apresentaram sintomas leves e não buscaram assistência formal até o momento.

Investigação técnica

Um comitê de especialistas foi convocado para analisar os dados e determinar a relação de causalidade entre a vacina e os eventos graves. “A partir dessa avaliação, vamos definir prazos e uma decisão final. Ainda é cedo para determinar uma data para a conclusão dos estudos”, pontuou Gatti. A pasta ressalta que a suspensão é uma medida preventiva e não invalida a eficácia do imunizante na proteção contra a dengue e suas complicações, mas visa garantir a segurança da população até que o cenário seja totalmente esclarecido.

Orientações aos vacinados

O Ministério da Saúde reitera as orientações de segurança:

Vacinados nos últimos 21 dias: Devem monitorar sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele, sangramentos ou vômitos persistentes. Caso surjam, a busca por assistência médica deve ser imediata.

Vacinados há mais de 21 dias: Estão fora de qualquer risco associado ao imunizante e já contam com a proteção contra a doença.

Vacina Qdenga (Takeda): O imunizante utilizado na rede pública para o público de 10 a 14 anos segue com o cronograma de aplicação normal em todo o país, sem qualquer alerta de segurança ou restrição.

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