Arte, cinema e debate sobre relações étnico-raciais mobilizam estudantes do IFRR


Estudantes do ensino médio integrado do Campus Boa Vista Zona Oeste (CBVZO), do Instituto Federal de Roraima (IFRR), participam nesta quinta-feira (11) de uma atividade que integra cinema, arte e reflexão social. A programação será realizada a partir das 14h, no auditório da unidade, e inclui a exibição do curta-metragem “Me desculpe se você não sabe interpretar”, seguida da palestra e roda de conversa “Marcador de raça/etnia na vida em sociedade”, conduzida pela professora e pesquisadora Carla Araújo.

A iniciativa faz parte do projeto que deu origem ao curta-metragem, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. No campus, a ação conta com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do CBVZO e tem como objetivo promover reflexões sobre racismo, responsabilidade comunicativa e os impactos das relações étnico-raciais na sociedade contemporânea.

A proposta é estimular a participação ativa dos estudantes por meio do diálogo e da troca de experiências, fortalecendo o protagonismo juvenil, a empatia e o pensamento crítico. Ao articular a linguagem audiovisual com o debate acadêmico, o evento busca contribuir para a formação cidadã e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Dirigido por Hema Vieira, o curta-metragem utiliza a linguagem da performance para provocar reflexões sobre o racismo no Brasil. A narrativa parte da encenação de um pedido de desculpas para evidenciar as distâncias entre discursos aparentemente conciliadores e os efeitos concretos da opressão histórica. A obra convida o público a refletir sobre o peso das palavras, das interpretações e das relações sociais construídas ao longo do tempo.

Licenciada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e mestre em Antropologia Social, Hema Vieira atua como professora da rede estadual e desenvolve pesquisas e produções artísticas voltadas para temas como memória, ancestralidade, cultura amazônica e processos de transformação social. Sua trajetória reúne experiências em artes visuais, performance, teatro e audiovisual, elementos que dialogam diretamente com a construção do curta.

Após a exibição, os estudantes participam de uma roda de conversa com a professora da UFRR, Carla Araújo. Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora atua nas áreas de saúde mental, interseccionalidade e diversidade. Durante o encontro, serão discutidos os efeitos dos marcadores de raça e etnia nas experiências individuais e coletivas, além dos desafios relacionados à equidade e ao enfrentamento das desigualdades raciais.

A atividade reforça o papel da educação como espaço de reflexão crítica e diálogo, aproximando os estudantes de debates fundamentais para a convivência em sociedade.



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