
O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, na noite de sexta-feira, 5, foi acompanhado de perto por moradores da região que testemunharam o acidente. Entre eles está Maria José, de 68 anos, proprietária de um bar e distribuidora nas proximidades da ponte.
Moradora da região há cerca de 40 anos, ela contou ao portal A GAZETA que estava em casa e que o estabelecimento estava cheio de clientes quando ouviu um forte estrondo.
“Foi horrível. Eu estava ali em casa. Entrei para dentro para pegar minha filha e, quando fui saindo, ouvi aquela zoada tão grande”, relatou.
Segundo Maria José, o bar funcionava normalmente no momento do acidente e havia muitas pessoas no local.
“Aqui tinha muita gente, o bar estava cheio. Aí eu fiquei olhando e só vi o fumaceiro”, contou.
Logo após a queda da estrutura, começaram a surgir informações desencontradas sobre possíveis vítimas.
“Só ouvia os comentários: ‘a ponte caiu, a ponte caiu’, ‘fulano está ali’, ‘morreu não sei quantas pessoas’, ‘o outro está quebrado’. Era aquele comentário”, lembrou.

A comerciante disse que ficou profundamente abalada com a situação e passou a noite relembrando as cenas do acidente.
“Eu fiquei triste, porque a gente vê essas coisas e lembra das famílias. A gente tem que pensar no ser humano. Minha pressão subiu, passei a noite sem dormir, só lembrando daquela cena”, afirmou.
A emoção também está ligada à relação que ela construiu com a ponte ao longo dos últimos anos.
“Eu vi a ponte nascer e cair, em tão pouco tempo. Todo mundo ficou alegre quando essa ponte foi construída”, disse.
Maria José contou ainda que costumava frequentar a estrutura em caminhadas com a filha. “Eu sempre caminhava com a minha filha ali, de manhã ou no fim da tarde”, recordou.
A Ponte Frei Paolino Baldassari desabou na noite de sexta-feira, 5, deixando quatro pessoas feridas. As causas do acidente são investigadas pela Polícia Civil e por equipes técnicas mobilizadas pelo governo do Acre.