
A queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, fez com que moradores voltassem a utilizar catraias para atravessar o Rio Iaco e acessar o Segundo Distrito do município.
Após o desabamento da estrutura, ocorrido na noite de sexta-feira, 5, a principal ligação entre os dois lados da cidade foi interrompida, obrigando a população a recorrer novamente ao transporte fluvial ou a utilizar a estrada como rota alternativa.
As embarcações foram colocadas à disposição pela Prefeitura de Sena Madureira para garantir a travessia dos moradores.
Quem opta pelo acesso terrestre precisa percorrer cerca de 11 quilômetros pela BR-364, saindo do centro da cidade até o Segundo Distrito.
Compras ficaram pelo caminho
A mudança na rotina já tem causado transtornos para quem depende diariamente da travessia.
Moradora da localidade, Raimunda Souza precisou ir ao centro da cidade para fazer compras, mas não conseguiu levar todos os produtos para casa.
“Tá triste a situação, por mim colocava era uma canoa ali no meio para a gente passar. Eu tive que deixar as minhas compras lá, trouxe só a carne, e a minha filha que trabalha lá vai trazer o resto mais tarde”, relatou ao portal A GAZETA.
Segundo ela, a dificuldade de transporte tem impactado atividades simples do dia a dia, como fazer compras e retornar para casa.
Rotina alterada
A Ponte Frei Paolino era utilizada diariamente por moradores que precisavam se deslocar entre o centro de Sena Madureira e o Segundo Distrito para trabalhar, estudar, realizar compras ou acessar serviços.
Com a interrupção da travessia, as catraias voltaram a fazer parte da rotina da população, cenário que muitos acreditavam ter ficado para trás após a inauguração da ponte, no fim de 2023.