Fim da escala 6×1 gera forte rejeição e alerta entre empresários de Rondônia


Uma ampla pesquisa de opinião empresarial revelou que a maior parte do setor produtivo rejeita formalmente a proposta que prevê o fim da escala 6×1. O levantamento foi coordenado em conjunto por entidades de Rondônia, como o Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI-RO), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Facer) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RO).

Os dados coletados indicam um cenário de forte resistência no estado contra a extinção da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso. Quase 44% dos entrevistados declararam discordar totalmente da alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), demonstrando receio com a manutenção das atividades econômicas regionais.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Instituto Fecomércio e vice-presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, ressaltou que o projeto necessita de amadurecimento no Congresso Nacional. De acordo com o gestor, é preciso proteger a sobrevivência financeira dos negócios que dependem diretamente da flexibilidade de horários.

“Reafirmo aqui o que o presidente da CNC, José Tadros, e sua equipe econômica têm manifestado: o Sistema não é contra a lei, mas é a favor do diálogo e que seja respeitada a peculiaridade de cada segmento“, comentou Raniery Araújo Coêlho.

Os números do levantamento regional demonstram a insatisfação dos gestores com o avanço da pauta. Mais de 45% dos líderes corporativos afirmaram que o fim da escala 6×1 trará impactos profundamente negativos para a rotina interna e para a saúde financeira das companhias locais.

As lideranças empresariais alertam que a medida pode gerar um aumento imediato nos custos operacionais com a contratação de novos funcionários para cobrir os turnos. Sem a devida flexibilização legislativa, a mudança pode se traduzir em reajuste no preço final dos produtos repassados aos consumidores, além de colocar postos de trabalho em risco.

A sondagem estatística foi realizada em Rondônia entre os dias 18 e 28 de maio de 2026. A empresa responsável pelo diagnóstico efetuou cerca de 10 mil ligações telefônicas e enviou aproximadamente 40 mil mensagens via aplicativo WhatsApp, consolidando 800 entrevistas validadas.

Os resultados obtidos no estado dão sustentação ao movimento de contestação liderado pelo SIMPI de Rondônia. A entidade confirmou que federações de São Paulo e do Espírito Santo também monitoram tendências semelhantes de forte rejeição do empresariado sobre o fim da escala 6×1.

Diante da divergência com os levantamentos de âmbito federal, as lideranças rondonienses confirmaram o envio de um pedido formal de esclarecimentos ao Sebrae Nacional. O objetivo do requerimento técnico é compreender os critérios metodológicos utilizados na amostragem nacional do setor.

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