Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Duas mortes registradas em sequência dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) estão cercadas de mistério e são investigadas pelas autoridades. Os detentos Rarison Gomes de Pinto, de 36 anos, e Raimundo Lima Gama, de 44 anos, morreram na noite desta quarta-feira (3) após passarem mal em pavilhões diferentes da unidade prisional. Segundo informações de fontes da Polícia Penal consultadas pelo Portal SN, os dois internos foram socorridos e encaminhados para a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Marabaixo 2, na zona oeste de Macapá. Apesar dos atendimentos médicos, ambos não resistiram e tiveram os óbitos confirmados pouco tempo após darem entrada na unidade de saúde.
Os corpos foram removidos durante a madrugada para exames periciais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou as mortes. Uma fonte ligada à Polícia Científica informou que não foram encontradas marcas aparentes de violência nos corpos, circunstância que amplia as dúvidas sobre o caso.
O diretor do sistema prisional, Luiz Carlos, informou que a ocorrência está sendo apurada e que somente os resultados dos laudos periciais poderão esclarecer as causas dos óbitos.
Um policial penal que participou do atendimento relatou os momentos de tensão enfrentados pela equipe dentro da unidade prisional. Segundo ele, o primeiro caso foi identificado após servidores ouvirem movimentação incomum em um dos pavilhões. Inicialmente, não foi possível identificar os sintomas já que o interno estava desacordado.

Diretor do Iapen, Luiz Carlos Gomes, informou que casos estão sob investigação

Mortes ocorreram em diferentes partes do Iapen
“A princípio, os plantonistas ouviram barulhos vindos de um pavilhão. Quando a equipe chegou ao local, encontrou um interno passando mal, caído ao solo e sem reação. De imediato foi feita a retirada dele e a condução para a UBS do Marabaixo 2. Chegando lá, o interno foi entregue à equipe médica, mas logo em seguida o óbito foi constatado.”
Pouco depois, uma situação semelhante foi registrada em outro setor do presídio.
“Em seguida, em outro pavilhão, mais um interno apresentou os mesmos sintomas. Foi tomada a mesma medida. Nós fomos até a UBS do Marabaixo 2, o interno deu entrada e, logo depois, também veio a falecer praticamente da mesma forma que o primeiro.”
O servidor destacou que a administração penitenciária aguarda a conclusão dos exames para entender o que ocorreu.
“Agora estamos esperando o laudo da Polícia Científica para que possamos realmente falar sobre a causa da morte.”
As circunstâncias das duas mortes permanecem sob investigação. A expectativa é que os exames periciais indiquem se os óbitos foram provocados por problemas de saúde, possível intoxicação ou outra causa ainda desconhecida.