O Acre está entre os estados brasileiros com menor índice de mortalidade no trânsito. Dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), colocam o estado na 7ª posição nacional entre as unidades da federação com menos mortes em acidentes de trânsito.
Segundo o levantamento, o Acre registrou taxa de 16,12 óbitos para cada 100 mil habitantes em 2024, indicador que o coloca à frente de diversos estados mais populosos do país.
Os dados utilizados pelo estudo têm como base informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e fazem parte dos indicadores que avaliam áreas como segurança pública, infraestrutura, educação, sustentabilidade e gestão pública.
Na Região Norte, o Acre aparece entre os destaques em segurança viária, ficando atrás apenas do Amapá, que ocupa a terceira colocação nacional, e do Amazonas, que aparece em quarto lugar.
O resultado chama atenção diante dos desafios enfrentados pelos estados amazônicos, que possuem extensas malhas rodoviárias, grandes distâncias entre municípios e dificuldades logísticas que impactam diretamente as ações de fiscalização e mobilidade.
Políticas públicas influenciam resultados
De acordo com o Centro de Liderança Pública, estados que apresentam menores índices de mortes no trânsito costumam reunir um conjunto de medidas permanentes voltadas à prevenção de acidentes.
Entre elas estão o fortalecimento da fiscalização, campanhas educativas, investimentos em infraestrutura viária, manutenção das vias públicas e melhorias no atendimento às vítimas de acidentes.
O estudo destaca ainda a importância de ações voltadas à conscientização de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres para a construção de um trânsito mais seguro.
Em nota divulgada junto ao levantamento, o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, afirmou que resultados positivos dependem de planejamento contínuo e integração entre diferentes políticas públicas.
Segundo ele, a combinação de ações estruturadas contribui para a redução de acidentes e para a construção de cidades mais seguras.
Desafio continua
Apesar da posição de destaque no ranking nacional, especialistas alertam que o número de mortes no trânsito ainda exige atenção.
A taxa de 16,12 óbitos por 100 mil habitantes indica que acidentes continuam provocando perdas de vidas que, em muitos casos, poderiam ser evitadas por meio do respeito às leis de trânsito, da adoção de comportamentos seguros e da continuidade dos investimentos em infraestrutura e fiscalização.
O Ranking de Competitividade dos Estados 2026 será lançado oficialmente em agosto e reúne indicadores que permitem comparar o desempenho das unidades da federação em diferentes áreas da administração pública.