Trump apresenta resultado de teste cognitivo e diz que exame comprova sua ‘inteligência extrema’


(Foto: Reprodução Instagram @whitehouse)

Em publicação feita na rede Truth Social, Trump disse ter obtido “30 de 30” no exame, resultado que chamou de prova de sua “inteligência extrema”. O presidente ainda afirmou que esta foi a quarta vez consecutiva em que alcançou desempenho perfeito em avaliações cognitivas semelhantes. Segundo ele, é “muito raro” alguém atingir a pontuação máxima repetidamente.

O republicano aproveitou a divulgação do relatório médico para defender que todos os candidatos à Presidência e à Vice-Presidência dos Estados Unidos sejam obrigados a realizar testes cognitivos. Na postagem, Trump também ironizou adversários democratas ao questionar se eles estariam “surpresos” com o resultado obtido.

Apesar das declarações, o presidente não informou qual exame foi aplicado nem detalhou os critérios utilizados na avaliação. Reportagens da imprensa americana apontam que o teste pode ter sido o Montreal Cognitive Assessment, conhecido como MoCA, utilizado para detectar sinais de demência ou comprometimento cognitivo.

O relatório divulgado pela Casa Branca foi assinado pelo médico Sean Barbabella, capitão da Marinha dos Estados Unidos. No documento, o profissional afirma que Trump permanece em “excelente estado de saúde”, apresentando bom funcionamento cardíaco, pulmonar, neurológico e físico geral. Segundo o memorando, o presidente está “plenamente apto” para exercer as funções de chefe de Estado e comandante das Forças Armadas.

O exame médico envolveu tomografias, avaliações cardíacas, rastreamento para câncer e análises preventivas conduzidas por 22 especialistas. O relatório também destacou que Trump continua mantendo uma agenda intensa de reuniões, compromissos públicos e atividades físicas, fatores apontados como positivos para seu bem-estar geral.

Mesmo com a avaliação favorável, os médicos recomendaram mudanças na rotina do presidente. O memorando orienta aumento da atividade física, perda contínua de peso, ajustes na dieta e uso de doses baixas de aspirina como prevenção cardiovascular. O relatório informa que Trump mede 1,90 metro e atualmente pesa cerca de 108 quilos.

A divulgação também esclareceu marcas e hematomas frequentemente vistos nas mãos do presidente. Segundo os médicos, os sinais são compatíveis com pequenas irritações causadas por apertos de mão constantes associados ao uso de aspirina. O documento afirma que se trata de um efeito benigno e comum do medicamento.

O relatório confirmou ainda que Trump continua apresentando leve inchaço nas pernas, embora com melhora em relação ao ano passado. Em 2025, a Casa Branca revelou que o republicano foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição comum em idosos que provoca acúmulo de sangue nas pernas, causando inchaço e desconforto.

Nos últimos meses, imagens do presidente com tornozelos inchados, manchas cobertas por maquiagem e aparentando cochilar durante eventos públicos circularam nas redes sociais e alimentaram questionamentos sobre sua saúde. Trump, porém, negou repetidamente ter adormecido em compromissos oficiais.

A idade do presidente também segue sendo tema recorrente na política americana. Trump foi eleito para o segundo mandato como a pessoa mais velha da história a assumir a Presidência dos Estados Unidos. Seu antecessor, Joe Biden, deixou o cargo aos 82 anos após enfrentar forte pressão relacionada à sua condição física e mental durante a campanha de 2024.

Diante das dúvidas públicas sobre resistência física e capacidade cognitiva, Trump tem buscado reforçar a imagem de vigor e disposição. Em entrevistas recentes, o republicano afirmou sentir-se bem fisicamente, mesmo admitindo hábitos pouco saudáveis, como preferência por fast food e prática limitada de exercícios, além de partidas frequentes de golfe.





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