A transfusão em onça-pintada realizada em São Paulo resultou em um procedimento inédito que salvou a vida de um felino de 18 anos em estado crítico. A ação ocorreu entre o Zoológico de São Paulo (Zoológico de São Paulo) e a Universidade Estadual Paulista (Universidade Estadual Paulista), com apoio do centro veterinário especializado de Botucatu.
O caso da transfusão em onça-pintada envolveu dois animais da espécie onça-pintada: um macho idoso em tratamento de doença renal crônica e uma fêmea saudável que atuou como doadora. O procedimento utilizou cerca de 800 ml de sangue e foi conduzido no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (CEMPAS), referência em atendimento a fauna silvestre.
A transfusão em onça-pintada é considerada um marco na medicina veterinária brasileira por ser o primeiro registro desse tipo de intervenção no país entre indivíduos da mesma espécie. O felino receptor apresentava quadro delicado e necessitava de suporte imediato para estabilização clínica.

Segundo as equipes envolvidas, a ação só foi possível graças à integração entre instituições da capital e do interior paulista, que garantiram desde a coleta até o transporte seguro do material biológico. O sucesso do procedimento abre novas possibilidades para tratamentos avançados em grandes felinos sob cuidados humanos.
Além do impacto clínico, a transfusão em onça-pintada também reforça a importância da pesquisa científica aplicada à conservação da fauna brasileira. O material genético coletado da doadora será incorporado a registros de manejo da espécie, contribuindo para programas de preservação e diversidade genética.
O felino receptor segue em acompanhamento veterinário intensivo em Botucatu, onde continuará recebendo suporte especializado enquanto se recupera do quadro renal.
