Senado aprova diligência no Maranhão para acompanhar caso de jovem agredida


A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou a realização de uma diligência oficial no estado do Maranhão para acompanhar os desdobramentos jurídicos e assistenciais do caso envolvendo a jovem Samara Regina Dutra, de 19 anos. A atividade presencial ficou agendada para o dia 11 de junho, nas instalações da sede da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA), localizada no bairro Renascença II, na capital maranhense.

O colegiado do Senado designou uma comitiva parlamentar composta pelas senadoras Eliziane Gama (PT-MA), Damares Alves (Republicanos-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR). As congressistas ficarão responsáveis por acompanhar de perto o andamento do processo que tomou repercussão nacional após a formalização de denúncias de graves violações de direitos, violência física e tortura contra a jovem.

A iniciativa da CDH tem como metas principais a coleta detalhada de informações sobre as investigações conduzidas pelas autoridades policiais e pelo Ministério Público, a interlocução com os órgãos e entidades que prestam apoio e assistência social à vítima, além da fiscalização das medidas legais voltadas para a responsabilização dos autores e para a garantia da integridade e proteção de Samara.

Histórico da ocorrência

A investigação iniciou-se a partir de denúncias apresentadas por Samara Regina Dutra a respeito de episódios de violência extrema ocorridos no dia 17 de abril, no interior de uma residência situada no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, onde ela desempenhava funções laborais. No período em que os fatos se sucederam, a jovem gestava uma gravidez de cerca de cinco meses.

Segundo os autos policiais e as declarações prestadas pela vítima, o conflito teve origem quando ela foi acusada pela empregadora, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, pelo suposto furto de um anel. Durante o período de buscas pelo objeto, a jovem teria sido submetida a agressões físicas, ameaças de morte com a utilização de uma arma de fogo e violência psicológica.

O relatório aponta que os atos violentos persistiram mesmo após a joia ter sido localizada em um cesto de roupas da própria residência.

O avanço e a repercussão do caso resultaram no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra dois investigados por coautoria nos atos abusivos, entre eles o policial militar Michael Bruno Lopes Santos.

Em depoimentos posteriores, a vítima relatou o surgimento de sequelas físicas decorrentes do ocorrido, incluindo a perda parcial da capacidade auditiva, além de profundos impactos em sua saúde psicológica.



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