Agronegócio registra fechamento de vagas em abril impulsionado por fatores sazonais


O mercado de trabalho formal no agronegócio brasileiro registrou uma retração com o fechamento de 8.378 postos de trabalho com carteira assinada em abril. Os dados constam no balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com esse resultado, o segmento agropecuário liderou as baixas na geração de empregos entre os setores econômicos no corte mensal.

A movimentação negativa no campo foi determinada, majoritariamente, pela desmobilização de mão de obra em culturas de grande relevância nacional. A colheita da soja registrou o impacto mais expressivo, apresentando 5.048 desligamentos a mais do que contratações.

A cultura da laranja também contribuiu para a retração mensal ao registrar um saldo negativo de 1.799 vagas formais. Em contrapartida, o cultivo da maçã atuou como um mitigador parcial das perdas em abril, anotando um saldo positivo de 2.986 novos postos de trabalho.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, avaliou os indicadores do setor e associou o desempenho retraído às características sazonais que regem essas atividades agrícolas. O encerramento dos ciclos de colheita e tratos culturais de culturas de grande porte naturalmente gera uma oscilação na demanda por trabalhadores temporários e permanentes ao longo do ano.

No cenário de abril, apenas o agronegócio e o comércio registraram retração em suas forças de trabalho formais, enquanto as atividades econômicas ligadas aos serviços, à construção civil e à indústria geral demonstraram expansão em seus quadros de funcionários.

Indicadores consolidados do quadrimestre

Apesar do recuo verificado no mês de abril, o balanço consolidado para o primeiro quadrimestre do ano sinaliza resiliência. No acumulado entre janeiro e abril, o agronegócio mantém uma trajetória de crescimento no emprego formal, apresentando um saldo positivo de 6.760 novas vagas de trabalho criadas no país.

Esse desempenho acumulado nos primeiros quatro meses do ano foi sustentado principalmente pelas atividades de cultivo do café, que liderou as contratações com a abertura de 6.240 postos, seguido pelas lavouras de maçã, com 5.003 vagas, e de alho, com 3.535 empregos formais gerados.

Na comparação macroeconômica do quadrimestre, o agronegócio figura atrás de setores de grande absorção de mão de obra urbana, como o setor de serviços, que lidera amplamente o período com 451 mil novas vagas, a construção civil, com 143 mil, e a indústria geral, com 124 mil contratações líquidas.

No ranking de geração de empregos do ano, o setor agropecuário se posiciona adiante apenas do comércio, que se estabeleceu como o único grande segmento econômico a computar uma redução líquida no saldo de empregos formais nos primeiros quatro meses do ano.



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