Mais de 30 pessoas morreram por síndromes respiratórias no Acre em 2026; crianças concentram 42% dos óbitos


As síndromes respiratórias graves já provocaram 33 mortes no Acre entre janeiro e 16 de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) neste domingo, 24. Apesar de o número total de óbitos ser menor que nos dois anos anteriores, o perfil das vítimas mudou drasticamente e acendeu um novo alerta nas autoridades de saúde.

O dado mais preocupante do boletim epidemiológico é a concentração das mortes entre crianças pequenas. Segundo a Sesacre, 42,4% de todos os óbitos registrados neste ano ocorreram em crianças de até 9 anos.

Entre os 33 óbitos contabilizados até a semana epidemiológica 19, sete ocorreram em crianças menores de 2 anos e outros sete em crianças entre 5 e 9 anos. Também foram registradas mortes na faixa de 2 a 4 anos e entre adolescentes.

O relatório destaca ainda que metade das mortes infantis ocorreu nos primeiros 24 meses de vida, principalmente associadas a bronquiolites e pneumonias.

Embora os números deste ano estejam abaixo dos registrados no mesmo período de 2024 e 2025, quando o Acre contabilizou 80 e 66 mortes, respectivamente, a mudança na faixa etária das vítimas preocupa os órgãos de saúde.

Outro ponto que chamou atenção no levantamento foi a situação de Feijó. O município registrou nove mortes por SRAG em 2026, sendo seis delas de crianças indígenas.

Segundo a Sesacre, os dados ainda podem sofrer alterações devido ao atraso na inserção de informações no sistema oficial de monitoramento.

O boletim aponta que os casos graves seguem associados principalmente à circulação de vírus respiratórios como Influenza A, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que têm provocado aumento das internações e pressão sobre as unidades hospitalares do estado.



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